O Redondelo é testemunha da importância que a atividade agro-pecuária tinha enquanto pilar fundamental do rendimento das famílias na aldeia da Granja e do espírito comunitário que unia as suas gentes.
Por um lado, aqui encontravam-se as maiores cearas, com destaque para o cultivo do milho e do centeio, que estavam na base da alimentação. E por outro, era uma zona de referência para a pastorícia dos gados, especialmente os pequenos ruminantes, chamado de ‘gado miúdo’, cujo estrume era usado como fertilizante natural das terras. Já as vacas, em menor número, eram usadas na própria lavoura. Tudo isto contribuía para o auto-sustento de cada casa.
Nesta dinâmica de rentabilizar tudo ao máximo, o leite das cabras era transformado em queijo, que, com o salpicão, era servido à merenda, quando se rogavam trabalhadores; e os seus filhotes, tal como os borregos, eram vendidos para fazer face a outras despesas ou usados para consumo da família.
Esta é uma zona repleta de memórias e aromas, onde o cheiro característico dos animais se conjuga com a natureza, predominantemente o carvalho e o castanheiro, além dos cereais.