Dário Lisandro Pinto de Almeida Simões nasceu em Aveiro, mas a família viria a fixar-se, desde os seus dois anos, em Adenodeiro, no concelho de Castro Daire, uma pequena aldeia de gente simpática e gentil onde pôde disfrutar de uma infância boa, passada a brincar em liberdade.

Até ao 12º ano, estudou em Castro Daire e depois mudou-se para Viseu, onde começou a trabalhar como gestor de clientes e, mais tarde, como operador de máquinas de corte.

Cerca dos 21 anos, o ensejo de comprar uma casa, um carro novo ou de melhorar a qualidade de vida levou-o até ao Luxemburgo, onde já estava o pai, que tinha fundado, com o primo, a empresa Sopinor. Era aqui que, desde os 15 anos, trabalhava um mês das férias, para tirar a carta e ter outras regalias.

Dário Simões assumiu funções numa firma criada pelo seu irmão mais velho e, quando esta abriu falência, mudou-se para a Sopinor, como coordenador de equipa. Embora o domínio do francês se revele suficiente, também fala inglês e conta que a língua de Camões é bastante comum na empresa, que acolhe muitos portugueses. Aliás, realça, a este propósito, que as gerações mais antigas vão trazendo as nossas e os laços familiares estendem-se, levando ao crescimento da comunidade portuguesa.

No seu caso, como a esposa é francesa, as duas culturas estão presentes, tanto na gastronomia, como nas festas e nos locais onde passam férias. Com filhas pequenas, o emigrante não pensa, por enquanto, regressar às suas raízes, pois quer ser útil e estar próximo da família.