Francisco Pinto Meneses Oliveira nasceu em 1999. Residente em Adenodeiro, terra da mãe, fez a escola primária em Castro Daire, mas tem poucas memórias deste período.
Em 2010, foi para o Luxemburgo, numa época de grande emigração, o que fez com que continuasse a ter contato com a comunidade portuguesa, em contexto escolar e não só.
Foi aqui que concluiu o percurso escolar, tendo conseguido um diploma na área de comércio, no final do 13º ano.
Atualmente, trabalha no escritório de uma empresa de construção, onde vende casas, mas já passou por várias experiências laborais. Do seu percurso faz parte, por exemplo, a área da construção civil e uma firma de aluguer de táxis.
Em termos linguísticos, percebe luxemburguês, embora não fale o idioma, e domina inglês, francês e português, que continua a ser a língua privilegiada em casa, no contato com a família e até na televisão.
As suas raízes estão também presentes, conforme faz questão de notar, na gastronomia. “Há um restaurante português em qualquer cidade. E bons”, garante, salientando que os sabores tradicionais fazem parte dos rituais dos que lhe são mais queridos.
Já a cultura perpetua-se e passa ao longo de gerações, quer seja através da Rádio Latina, onde predomina a música e os artistas lusos, como nos cafés e centros portugueses, onde se partilham os jogos do campeonato nacional e dois dedos de conversa.
O bichinho da nacionalidade continua a estar bem vincado em Francisco Oliveira, casado também com uma cidadã portuguesa, irmã de uma antiga colega da escola primária. Voltar à terra que o viu nascer não faz, para já, parte dos planos, mas gostava de regressar antes da reforma e poder investir num negócio próprio, sentindo que, de alguma forma, é útil ao seu país.
Por enquanto, aproveita as férias que aqui passa para passear com a família, conviver com os amigos, relaxar na praia e descobrir novos lugares.