Sandra Filipa da Costa Ribeiro viveu a infância em Castro Daire, com os pais e a irmã. Após o 12º ano, tirou a licenciatura em Educação Social, no Instituto Politécnico de Viseu, mas o amor levou-a até ao Luxemburgo, onde o namorado vivia há um ano.

“O início não foi fácil, mas cá estamos. Já lá vão 12 anos”, diz, com um sorriso.

A sua primeira preocupação foi arranjar trabalhão e passados poucos meses começou num café, contrariamente à opinião do companheiro, que defendia que devia apostar na sua formação. Não sabendo sequer falar francês, seguiu essa visão. Uma amiga ajudou-a a fazer um serviço voluntário cívico, durante um ano, na Assotiation Pluriel Luxembourg, ao mesmo tempo que conseguia a equivalência para o seu curso.

Das três candidaturas que enviou, recebeu duas respostas positivas e seguiu a que lhe dava lugar como educadora por tempo indeterminado, a trabalhar no grupo dos bebés. Passaram 10 anos e atualmente assume a parte administrativa da gestão de duas creches.

Pelo meio, foi mãe em 2017 e em 2021 e a família continua a manter várias tradições portuguesas, desde a alimentação às marchas e festas populares.

As saudades matam-se com recurso às tecnologias e três ou quatro viagens ao longo do ano, dividindo o tempo entre Mortolgos, em Castro Daire, onde o casal tem casa, e Lisboa, a terra do marido. Os mais novos “adoram e pedem sempre para regressar”.

“A decisão de voltar é muito difícil. A gente gostava de ir, mas tem medo de prejudicar os filhos. Por outro lado, também os estamos a prejudicar por não estarem perto da família. É um misto de emoções”, confessa Sandra Ribeiro.