Ao longo rio Mau, diversos moinhos, que se impõe pela sua arquitetura em granito, atestam a história da aldeia da Granja. Um desses exemplares é o Moinho da Ribeira, de cariz comunitário. Reza o conhecimento popular que, quando chegasse a sombra à travessa da Ribeira, era chegado o momento de novos aldeões usarem o moinho, onde se transformava em farinha o milho e o centeio cultivados nas terras envolventes.

Não havia, nessa época, padeiros ou distribuição porta a porta, pelo que cada família era responsável por confecionar a broa em casa, dando, geralmente, para uma semana ou quinze dias. Quando os difíceis acessos entre a aldeia e o moinho eram percorridos de noite, o breu era contrariado pela luz das cadeias a petróleo, que alumiava os carreiros.

Hoje, o modo de vida inutilizou estes equipamentos, mas na memória dos populares perduram todos os seus componentes, desde a dorna, recipiente afunilado, suspenso sobre as mós, onde se colocava o milho; às mós – a de baixo fixa e a de cima móvel, cuja trepidação fazia cair o cereal; e ao rodízio, que ficava junto à água e usava a sua energia para accionar a moagem.