O Outeiro designa, na ‘gíria’ local, a parte cimeira da povoação, que terminava praticamente na Igreja. As primeiras casas datam de meados do século passado, pois, até então, esta área era apenas ocupada apenas por uma eira e um pequeno palheiro.
Com a ocupação humana, vieram também as atividades económicas, nomeadamente a serração de madeira, que se fazia ainda de forma manual, com um trabalhador à face do terreno e outro abaixo do nível do chão, num buraco, puxando o tronco cada um para seu lado até concluírem a tarefa.
A agricultura deixava também as suas marcas, com os canastros a serem instalados perto das habitações para se colocarem as espigas de milho. O cereal, depois de seco, ia para as eiras, para ser malhado e, mais tarde, moído e usado na confeção da broa.
Dizem os antigos que “não se vivia mal, mas vivia-se com muito trabalho”. As longas horas de intensa labuta eram aliviadas com os cantares nos campos e as danças após as segadas.