[hide for=”!logged”]
 

00:00 [Apresentação] José Duarte Branco – 1 de Outubro de 1933- vai fazer 80 anos em 2013- Nasceu em 7 fontes – A mãe era de Sequeiros, a avó de Nodar e o avô não sabe mas de Sequeiros com certeza – Nascido e Criado em 7 fontes até à idade de 17 anos altura em que foi para Lisboa.

0:49[ Estudos] Na escola antiga foi para lá ? de solo a solo ganhar 13 escudos por dia, para construir a nova escola – A sua escola foi lá em baixo na Quintã -fez a terceira classe, a quarta classe fez em Lisboa, na escola da Luz ?

 

1:34 [trabalhar em Lisboa] teve várias profissões, trabalhou como agricultor foi motorista, camionista, industrial de transportes de mercadorias e de táxis também -em 78 regressou à terra, antes de fazer 45 anos – teve quase 30 anos em Lisboa.

 

2:17[A história da Azenha] A azenha foi construída em 78 e foi comprá-la a Arouca e montou-a em Sequeiros, inicialmente com 2 pranchas posteriormente é que comprou mais umas pranchas e umas arcas e montou-a em Sequeiros formando a Associação de Olivicultores de Sequeiros e Sete Fontes – os sócios de sequeiros e Sete Fontes pagavam uma maquia mais baixa do que os outros os que não fossem sócios A azenha foi comprada em Arouca e na altura não havia o dinheiro necessário para fazer comprar a associação porque era preciso comprar o edifício cada olivicultor emprestou algum dinheiro conforme a quantidade de azeitona que possuísse, depois pagou se tudo e assim continuou (…) por exemplo este ano fazia se o saldo e somasse x, juntávamos as cotas até chegar aquela quantia, pagava-se e assim pagou-se em poucos anos. Não sabe ao certo quantos sócios de Sequeiros eram mas refere que todos os olivicultores eram sócios e que ninguém ficava isento.

4:28 [Antes de haver Azenha] Havia uma azenha manual que usava vacas que ficava ali encostada à casa onde morava o falecido Zé da Quintã – Num ano era os de sete fontes de da igreja, que é aquela parte pela Azenha Abaixo, que tinham que enfermar a Azenha, noutro ano eram os deste lado aqui, de Sequeiros, que tinham que enfermar depois cada um que ia fazer a Azenha tinha que levar vacas e tinha que combinar pessoal para fazer o trabalho um ano começava de um ano e noutro começava no outro – conforme os que tinham a azeitona já apanhada iam marcando e assim dava para todos – quando a nova foi construída a velha parou -a azenha era do povo e o edifício também. – depois vendeu-se o edifício ao seu primo (..) o Zé da Quintã e desistiu-se da velha e fez-se a nova – Quem tinha mais azeitona tinha que ir a arcas e ir a pinho – no ano passado foi fazer a pinho, este ano ela tinha um bocado de bicho e era pouco e então disse à sua mulher que não valia a pena e então não fez.

6:43[ quando começou a trabalhar na Azenha ] começou em 78- era o responsável juntamente com o Zé Augusto- perderam muito tempo à procura de coisas para a Azenha – o Zé Augusto andava mais por fora e ele era mais responsável pelo filtro ?

7:24[fazes do processo da azeitona] as viaturas encostavam aqui, ali dentro havia uma balança, que era pesada- aqui é terreiro mas para baixo há uma descida, logo ali punha-se os sacos pesados conforme o agricultor ou o olivicultor, o papel com o peso e o d…? , e entrando é vazada no recipiente, o que está em baixo tinha uma portinhola , puxava-se o pau, a portinhola abria conforme ele ? ,que era para não entulhar as galgas – aqui deste lado era a lenha – mais tarde alterou-se o processo, e em vez de lenha, porque no inverno dava muito trabalho e tinha-se que andar a apanhar lenha a chover e o caramba, começou se em vez de queimar lenhar queimava-se casca, íamos comprá-la antes de começar, juntávamos o que podíamos e depois ia-se consumindo.

8.57[A Azeitona] a azeitona entrava neste largo, era pesada, identificada e passava para o lado das galgas, da moagem – depois a pessoa responsável pela moagem lá de baixo que tinha um livro com a relação vinha aqui fazia a identificação e punha as azeitonas na moagem. só quando uma azeitona está moída é que entra a outra. Porque às vezes juntava-se lá moinhos de 5 e 6 e 7 donos – misturava-se a azeitona de vários donos mas depois tinha que se fazer as contas e a percentagem conforme o rendimento do azeite em relação aos quilos.

10:10 [Moagem da Azeitona] Era moída na galga – ia este conjunto chama-se o moinho, – isto é a mós e isto é o depósito – quando a azeitona está moída o funcionário abre a portinhola e conforme isto está a andar a massa cai para aqui – este tubo é a batedeira e está sempre em banho Maria que é para a massa não arrefecer – tem uma bomba para bombear a massa para este recipiente – do recipiente passa para os capachos – o sem fim encaixa na batedeira que sempre que tem massa está sempre em movimento –

12.10 [continuação do processo] […] entra aqui na batedeira -depois essa bomba “é ligada ali e bombada para aqui para esta caixa metálica”- depois está um homem de casa lado com uma pá e outro homem aqui a pôr os capachos, o que se chama encapachar – (…) chamava-se a isto as agulhas que é um tubo maciço que encaixa aqui e tem duas agulhas e depois aqui em cima leva uma ponteira que é para quando estão a apertar.

13:30 [demonstração da agulha] (…) – O explicação do processo massa-capacho

15:05 [depois de ser capachada] (…) é apertada a água , tem ali as baterias..

[continuação da explicação do processo]

 

18:23 [pagamento] trabalhavam e recebiam- não recebiam em dinheiro mas recebiam em produto- ao fim da esfrega vendia-se o azeite e com esse dinheiro pagava-se os ordenados e a despesa do lagar – se se pagasse em dinheiro não se tirava a maquia e vice versa – o homem das contas era o Zé augusto (…)

19:26[aparece outro homem] nasceu em 53- A sua função era trabalhar com o moinho, na pesagem da azeitona era o José do branco que é meu primo que ajudava a fazer os lotes para as pranchas – o seu serviço (do homem) era o moinho e usar o queimador (…) trabalhou enquanto (…?) todos os anos (..?) ela foi comprada em 84 em 85 ainda se fez em Arouca – em 85 foi quando se fez a obra e a montagem de todas as peças – (João branco) quando se fez a primeira vez azeite em Arouca nesse ano num dia foi 2 vezes carregado de azeite para Arouca com o trator

21:19 [fecho da azenha] em 89 ou 90 não se fez mais azeite – funcionou desde 86 até 99- 13/14 anos.

22:31[quem trabalhava] Alfredo Mercado. Jaime – vários – houve um ano de grande produção que foram carregados 6 camiões de 2 eixos, de bagaço – nesse ano chegaram a trabalhar 24 horas seguidas (…)

23:17 [demonstração do maquinismo] exemplificação do movimento das máquinas para as pranchas.

26:29 (homens falam acerca de “e se isto abrisse” )

28:06[ o que ainda funciona] “isto aproveita-se tudo tem é que ser remexido e lubrificado e descalcificado – tudo trabalha bem aqui tem é que vir um técnico”- falam acerca do que se teria de arranjar para funcionar dos prejuízos que tiveram no passado a níveis materiais e financeiros.
[/hide]