[hide for=”!logged”]
00:00 [Apresentação] Florinda Duarte Pereira, nascida na Ameixosa – Os pais também eram da Ameixosa mas já morreram

00:17[Sequeiros] Foi para Sequeiros quando casou com o “compadre” – Conheceram-se em Sequeiros, não num baile porque o marido não sabe dançar – Ela sabia dançar mas com o marido não podia dançar

00:44 [irmãos] eram nove irmãos – um já morreu, uns foram para um lado e outros para outro lado –

01:12 [ vida de solteira] [trabalho] Andava a servir e a trabalhar com as vacas no monte – Andava a servir na Ameixosa na casa de pessoas que já morreram, de uma família da Ameixosa

01:46[pais] os pais trabalhavam na terra dos outros

2:08[casamento] Casou aos 25 anos, considera, naquela altura, ter casado já velha – diz que actualmente é ao nascer? – o casamento foi em São Martinho, foram para lá a caminhar porque não havia carros – As pessoas foram todas a pé para o casamento a partir da Ameixosa – O noivo foi à Ameixosa buscar a noiva – ninguém foi de cavalo apesar de ser costume na altura. ela não quis porque não sabe andar a cavalo – fez esse caminho a pé vestida de noiva e não sabe como é que o vestido não se rasgou nas silvas – Depois do casamento o almoço foi em casa, em Sequeiros – já não se lembra o que comeu porque já foi há muitos anos –

03:25 [vida de casada] Depois do casamento foi para Sequeiros- Diz ironicamente que não foi para o estrangeiro – foi trabalhar para os campos depois de casar. Tinha uma vaca e um cuela ? e ia para a floresta, tomada conta da plissada ? – A casa onde hoje vive ainda não existia, vivia numa mais velhinha ao pé do café – habituou-se bem à nova aldeia, dava-se com toda a gente, gente esta que já a conhecia – voltava volta e meia à Ameixosa porque tinha lá os velhotes dela que estavam doentes – ia a pé, que remédio! –

04:56 [rancho] não participava no rancho porque já se sentia velha e tinha um filho pequeno – Acha que ranchos era para as mais novas e solteiras porque as velhas era “a enxada” –

05:26[ filhos] Teve dois filhos mas um morreu – O filho que tem é magrinho e nasceu em Sequeiros – Quem fazia os partos era uma mulherzinha que andava para lá- Chamavam mãe velha às pessoas que faziam os partos – Foi a tia ??manca que a ajudou a dar à luz – trabalhava-se quase até ao momento do parte – conta que tinha ido com o gado para o monte e que foi aí que sentiu as dores. Nessa altura pensou que se tivesse que botar a criança para fora seria um trabalho, andou toda a noite – depois da criança nascer tinha que andar com ela ao colo para lhe dar a maminha – As crianças andavam sempre com a mãe porque não havia creches – Quando a criança começou a caminhar já se sentia velha

07:35 [vida de Sequeiros] [comida] A comida trazia-se dos campos, havia uma loja mas comiam do que havia em casa – tinham porcos e chamavam alguém que os matasse – sabia fazer chouriços, agora já não faz porque já não mata porcos, quem mata é a Mª do Carmo –

08:40 [ir à capela] diz que vai, se poder caminhar, se não puder não vai

8:59 [trabalho com linho] fazia meias, trabalhava o linho. Massava e tascava e fiava, ainda era preciso um ?? – O linho semeava-se nos campos, depois apanhava-se e limpava-se e ia para a água, na Paiva, iam ao Porteiro – O linho ficava lá uns dias. Depois enxugava e massava-se. Fazer o fio levava mais tempo, fazia-se à noite, fiava-se a massaroca às vezes até à meia noite.   Com o fio fazia lençóis, mandava-se tecer o linho a quem tivesse um tear porque ela não tinha tear. Havia poucos teares em Sequeiros, quem tecia era a tia Rosa.

 
[/hide]