Maria Augusta Gouveia fala sobre umas argolas de ouro maciço que herdou de uma tia que a ajudou a criar e que faleceu com 93 anos. O objeto tem um significado profundo, pois lembra-lhe a proximidade, o cuidado e os ensinamentos que recebeu da tia, incluindo a doutrina e o convívio diário, como cuidar dela durante a cegueira e acompanhar as tarefas do dia a dia. As argolas são guardadas com carinho e simbolizam a ligação afetiva e a gratidão por quem teve um papel tão importante na sua educação e formação pessoal.

Além das argolas, Maria Augusta menciona uma aliança da sua avó, também entregue a si como recordação familiar, reforçando a continuidade e o valor simbólico dos objetos na transmissão de memórias. Para ela, estes objetos não são apenas peças de ouro mas testemunhos vivos de cuidado, dedicação e afeto que atravessam gerações, destinados a permanecer como lembrança para si, para a filha e para os netos.