Natural de Lisboa, Filomena Verde reside em Várzea de Calde, no concelho de Viseu. É aqui que aguarda algumas das relíquias que herdou, como uma chaleira de ferro com as pegas em madeira, que terá à volta de 200 anos e se tem mantido na família. Foi de duas tias do seu pai, que nunca chegaram a casar, e passou para este até ter chegado às suas mãos.

Além de percorrer diferentes gerações, trata-se de um objeto que tinha inúmeras utilidades, desde aquecer água para lavar a loiça, fazer chá, fazer sabonária ou encher as botijas de vidro com que se aqueciam a cama. Ainda hoje, Filomena Verde continua a dar-lhe uso e a ter-lhe muita estima.