Leonel Oliveira fala sobre o mangual, um utensílio agrícola tradicional que servia para debulhar milho e outros cereais. É um objeto que acompanha a sua vida desde a infância, vindo da casa dos pais, e que ele aprendeu a reconhecer e a preservar com cuidado.
Explica detalhadamente a sua construção: o cabo é feito de salgueiro, o pírtico de carvalho, e outras partes de madeira reutilizada, incluindo peças de tamoeiros das vacas. Cada parte tinha de ser reparada ou substituída quando se desgastava.
O mangual não era apenas uma ferramenta, era parte da rotina agrícola da aldeia, usado em diferentes meses para feijão e milho sendo essencial para produzir o pão e a alimentação familiar. Leonel recorda as memórias ligadas ao trabalho com o mangual: festas comunitárias durante a malha do milho, ajuda mútua entre vizinhos e um sentimento de pertencimento e tradição transmitido pelas gerações.