Carminda Silva fala de uma panela de ferro grande, usada na cozinha tradicional para cozer feijões, couves, batatas e carne de porco. Para ela, a panela não é só um utensílio, é um símbolo da vida doméstica, da comida feita com cuidado e das memórias de infância e juventude.
Ela descreve como a panela permitia cozinhar grandes quantidades, conservar a cor e o sabor dos alimentos, e era essencial para a alimentação da família, especialmente em tempos de escassez. A panela foi comprada na Praça D. Duarte e tem cerca de 50-60 anos, acompanhando-a durante toda a vida, desde a juventude até à idade adulta.
A história de Carminda está profundamente ligada à vida familiar, às dificuldades enfrentadas com os pais emigrados, à criação pelos avós e às memórias de uma infância marcada pelo trabalho. A panela simboliza assim tanto praticidade e utilidade como memórias afetivas e história pessoal.