Maria de Lurdes Matias fala sobre uma lanterna a petróleo, herdada da mãe, que era usada principalmente para regar as terras e tapar as poças de água durante a noite, numa altura em que não havia eletricidade nem pilhas. A lanterna funcionava com petróleo e podia regular-se a intensidade da chama.
O objeto não é apenas funcional, é também uma memória da vida rural tradicional, das tarefas agrícolas em família, da ajuda mútua entre gerações e da organização comunitária para cuidar das terras. Maria recorda ainda caminhos antigos, hábitos de infância, e a vida na aldeia antes da imigração, quando tudo era feito manualmente, sem tecnologia moderna.