A sede de conhecimento sobre a freguesia que o viu nascer em 1939 fez com que Inocêncio Mendonça se aventurasse numa demanda pela história, cultura e património de Rio de Loba, no concelho de Viseu. Esta curiosidade levou-o, por exemplo, até à Torre do Tombo, à Biblioteca Municipal e aos arquivos da Junta e da Paróquia, onde foi recolhendo importantes contributos documentais.
Viria, assim, a nascer um livro que reúne aspetos como a criação da freguesia, a evolução da população, o património histórico e arqueológico, os movimentos migratórios que se iniciaram nos anos 60 do século passado e diversos momentos que mudaram a sua história.
Como exemplo maior, Inocêncio Mendonça dá a visita da imagem peregrina de Nossa Senhora de Fátima, que obrigou a construir uma estrada que ligasse as aldeias da freguesia, contribuindo para o seu desenvolvimento.
As respostas de âmbito educativo e social, a vertente cultural, o associativismo, os símbolos da heráldica, as lendas e personalidades são outros dos aspetos que aborda na obra, que gostava que tivesse continuidade.
Inocêncio Mendonça fala ainda da sua experiência como tipógrafo e do gosto pela leitura e pela escrita, que o levou a trabalhar no Jornal da Beira e a colaborar na Folha de Tondela. Mesmo quando foi viver para a Alemanha, onde ficou 21 anos, continuou a enviar as “Notas de um Emigrante”.
Com o amor à sua terra sempre presente, fazia questão de regressar no mínimo duas vezes por ano a Portugal, o que lhe permitiu acompanhar a mudança que se foi operando na freguesia.