A Binaural Nodar apresentou, no Museu do Linho de Várzea de Calde (Viseu), o trabalho final da residência artística de Adriana Lopes, que integrou o programa Tramontana.
O projeto de Adriana Lopes centrou-se nas formas de sociabilidade lúdica no meio rural. A artista recolheu memórias de antigas brincadeiras e registou modos contemporâneos de brincar, explorando as continuidades e as diferenças entre as práticas tradicionais e as atuais expressões da juventude rural.
Com formação em Antropologia Visual, a artista de 26 anos utilizou métodos etnográficos em articulação com a fotografia, o desenho e a instalação, transformando o encontro com a comunidade numa forma de pensar e refletir sobre o mundo.
O resultado final proporcionou uma leitura sensível das relações entre a memória, a criatividade e a juventude nos territórios rurais.
A iniciativa contou com o apoio do Município de Viseu e da Junta de Freguesia de Calde.