Gravação de uma conversa sobre a prática do pastoreio comunitário na aldeia do Fujaco e as razões porque as cabras de D. Maria Lourenço Rodrigues já não vão ao monte.
Gravado com Fostex FR-2LE e um microfone Audio-Technica AT-822.
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00:00 [Ovelhas] As ovelhas estão na corte, estão no curral – Aqui chama-se curral, mas também estão noutro sítio ali ao pé da escola.
00:20 [Gado] [Animais] [Monte] [Ovelhas] Já houve muito gado cá mas agora as pessoas já não podem- Ainda há muitos animais- Há uma senhora na aldeia, uma aldeã que tem pelo menos 100 cabeças de gado, cabras e ovelhas – Andam no monte – Saem às 11 horas, por volta das 11 horas – Voltam para trás e chegam ao Ervilhal e daí é que saem as ovelhas, cerca de 100 – Juntam-se a essas as ovelhas da irmã e as de um rapazinho que deve ter umas 20 que também vão para o monte – Essas não se juntam às outras, o rapazinho vai sozinho com elas – As minhas também já lá andaram mas tinha que tirar um dia por semana que é coisa que não posso fazer porque tenho o meu marido acamado – Tenho (as ovelhas) aqui até as vender – Custa vendê-las porque fui criada com isto desde pequena – As ovelhas estão todas para parir porque ainda não tiveram, já falta pouco – Não querem vergar – Não estão habituadas, só se estiverem com muita fome – Nem com fome porque não passam fome – Compro-lhe farinhas e pastos também de maneira que comem – Os filhos têm uma uma pastelaria/padaria e quando sobram restos elas também comem – É por isso que as tenho.
03:05 [Bode] O bode comprei-o porque não tinha e tive que o comprar – Há quem tenha e me podia emprestar mas estava sempre na dúvida porque podia acontecer alguma coisa então prefiro ter um e comprar – Estão habituados a andar no monte e as minhas não e depois não estavam calados então comprei.
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