O processo do linho termina no tear, autêntica tela criativa e de necessidade dos antigos e, simultaneamente, prova final de que a magia de todo um longo e árduo processo é concluída com tecidos que servem para múltiplos fins. No entanto, cada tear é, ao mesmo tempo, único. Não existem dois iguais, pois são construídos de acordo com os espaços e com as vontades das tecedeiras e soam diferente consoante as mãos que os manobram. Este “concerto para teares” é pois uma homenagem sonora e visual à apropriação por cada família dos teares do linho de Várzea de Calde.

Composição audiovisual de Luís Costa, a partir de recolhas efetuadas junto das tecedeiras de Várzea de Calde entre 2015 e 2017.