Maria Almeida fala sobre um berço de madeira, muito antigo, com cerca de 80 anos, utilizado por várias gerações da família. O berço foi feito por carpinteiros da aldeia e serviu para embalar não só os seus filhos, mas também os seus irmãos e, mais tarde, os seus netos. As crianças dormiam em colchões feitos em casa, recheados de palha, com enxerga e panos a servir de lençóis, num tempo em que os recursos eram poucos, mas o cuidado e o carinho eram constantes.

Maria recorda momentos partilhados com a mãe, as tias e outras mulheres da aldeia, que ajudavam a cuidar das crianças, criando uma rede de apoio e ternura. Para ela, o berço é um objeto de grande valor emocional, que pretende guardar enquanto viver, como símbolo de cuidado, dedicação e continuidade familiar.