Nuno Cardoso Rouxinol fala sobre um canteiro do alambique, adquirido em Aveiro, fabricado pela empresa Henrique Vieira e filhos, e que era utilizado para recolher a aguardente produzida no alambique. O objeto, feito em cobre, remonta à década de 1950 e era parte essencial do processo tradicional de destilação, ligado às práticas herdadas do avô e adaptadas pelo pai, que aumentou o número de colunas do alambique. Para Nuno, o canteiro é um símbolo do trabalho artesanal e da tradição familiar, representando tanto a técnica como a memória das gerações anteriores.
O canteiro tem uma dimensão afetiva, pois Nuno recorda-se de ir da escola diretamente para o alambique e de todos os detalhes do trabalho, desde a utilização das colunas em cobre até à passagem da aguardente pelos garrafões. Embora hoje existam equipamentos mais modernos em inox, ele guarda o canteiro antigo com carinho, valorizando-o não apenas pelo seu uso histórico, mas também pelo vínculo emocional e pelas memórias de infância ligadas à vida familiar e ao ofício do alambique.