Palmeira Oliveira recorda uma caçoila, um tacho de barro usado na cozinha familiar, que lhe traz memórias da infância e das festividades da aldeia, como as festas da malha e das cegadas. O objeto representa não só a alimentação, mas as práticas comunitárias e familiares ligadas à comida.

Ela descreve como a caçoila era usada sobre a lareira, cozendo arroz, massa, frango, carne de porco e outros alimentos, sendo feita de barro cozido a altas temperaturas para resistir ao calor. A peça vinha da casa dos pais e tinha décadas de uso.

São nove irmãos e aprenderam a organizar-se, partilhar e trabalhar, ajudando nos afazeres domésticos e agrícolas, preparando as refeições e participando nas tarefas semanais e nas festividades. A caçoila é, assim, um símbolo da infância, do cuidado familiar e da vida simples mas rica em memórias de união e solidariedade.