Nascida em 1944, Virgínia Lourenço Maurício traz-nos à memória recordações de família, de tempos antigos, marcados pelas dificuldades e uma vida de muito trabalho, praticamente de sol a sol. Apesar do contexto, os seus pais conseguiram juntar o suficiente para comprarem um cordão de ouro a cada uma das cinco filhas.
Virgínia Maurício conta que tinha por volta de 16 anos e que foi um presente que recebeu “com muita alegria e gratidão” e que era uma garantia se algo corresse menos bem. “O meu pai queria que os filhos fossem felizes e que não passassem fome”, explica.
No seu testemunho, evoca uma mãe que soube educar e que, apesar dos problemas de saúde que teve na infância, criou as filhas. E quando estas tinham idade, comprava-lhes uma cantarinha em lata para irem à água e passavam a contribuir para as lides do campo. Já em relação ao pai, fala de um homem bom, que ajudava toda a gente e que chamavam de “o pai dos pobres”.