Na sua entrevista Maria Patrocínia fala-nos da vida antigamente, os trabalhos no campo, o gado e o linho, desde a sementeira até ao tear.
00:55 [pais] [família ]João Gomes, chamavam-no de Covas do Monte mas ele era da Mortinha e a mãe era de Covas de Monte – a casa tinha o apelido de Covas de Monte, a do pai tinha o apelido da Mortinha e a da avó mãe do pai veio de Sete Fontes – o Jaime era primo direito do seu pai – o Alfredo ainda é da minha família – O Agostinho Gralheiro era primo do pai – A avó veio de lá –
01:45 [marido ] [Legeosa ] o marido foi lá a Legeosa namorá-la . os pais trabalhavam nas terras, tinham 4 vacas e uma burra. Uma vez o pai foi a Parada para vender o burro que tinha. Chegou a Albandeira que é para lá da Legeosa e tem lá umas puldras, e quando lá chegou não passou porque teve medo das águas e voltou para trás para chamar Patrosina e então por causa do burro foi Patrosina a Parada.
02:31 [irmãos] [infância] era 5 irmaos , 3 raparigas e dois rapazes, duas ainda estão vivas e outros já faleceram . Na infância trabalhava nas terra, trazia molhos de erva para as ovelhas e vacas . quando chegava a casa ajuda a mãe. Em casa cozinhava tratava dos porcos e também tinha o tear – a mãe ensinou-a a tear – tinha um tear e urdideiras – a casa que calhou a Patrosina tinha urdideiras para urdir as teias
03:20 [mãe] [urdideiras] [tear] a mãe fazia tudo o que Patrosina faz – sabia urdir a teia, depois de a tirar das urdideiras sabia pôr no tear – ensinou-lhe a fazer isso – as urdideiras servem para urdir os ramos que se quiser – apanhava-se as urdideiras e trazia-se para o tear – a mãe ensinou a urdir, a pôr no tear e a entear, e a depois tecer – tecer em lã e em linho – também teava as teias de lã, vinha o cardador cardar a lã e fazia-se as mantas – as antas que tem eram as que fazia antigamente, que a mãe lhe ensinara – é tudo feito em lã a urdir e a tapar, a lã é das suas ovelhas – de ovelhas pretas e brancas – a urdir udia-se uns tantos linhões porque cada palheta tinha duas palhetas para urdir uma de branco e outra de preto – quando se empeirava? ainda se mudava a lã branca e preta de um lado para o outro – no tear havia umas canas e umas pedras a puxar o fim para cá e lá – a cana tinha um peso lá atrás para puxar – Urdir é diferente de empeirar – a empeirar misturava-se os fios brancos com os pretos – para tapar também se misturava as cores- a mãe fazia tecia roupa no tear, fazia muito bem meias e botar remendos com as agulhas, no calcanhar quando rompiam – punha lhe agulhas de meia e consertava-as – as pessoas só usavam essas meias – diz que tinham muitas ovelhas pretas – não usavam tanto lã branca porque se sujava mais – tinham menos ovelhas brancas e guardavam a lã de um ano para o outro para depois fazer as mantas – fazia um fato para o irmão Manuel que já faleceu e para o pai e para as capuchas para a cabeça para ir à erva – no outro ano era para as mantas – lembra-se do irmão dizer à mãe que as calças já estavam rotas e de ela dizer que era para as mantas porque eram precisas para as camas – não se compravam cobertores – ele tinha um fato de burel, de lã escura – calçavam as meias nos pés e os tamancos – iam à erva assim, agora usam se as galochas e as pessoas vão e não molham os pés – antes levavam só os tamancos sem meias nem nada e cheias de frio – iam à erva e onde fosse preciso – lã era no inverno e no verão era roupa fresca- tinham um avental para os domingos de chita usava-se roupa fresca – a mãe tinha camisas de linho com uma faldra de tomentos grossos, para não estragar o linho, poucos lençóis se faziam de linho para usar para as camisas dos homens para trazer à cote todos os dias – naquele tempo louvava-se a deus para ter toalhas, por exemplo – tem uma toalha comprada e uma toalha que fez em solteira, tem uma que fez casada já com linho – tem um grosso e velho mas era assim – tem um pano de tomentos e burdascos a tapar do mais fraco que o linho tem – tem teias que é do melhor – diz que tem umas mal encaradas por causa do fumo – mas diz que é muito bonito – usava-se disso para os colchões e depois cortava-se o centeio e enchia-se os colchões de palha – deixava-se uma abertura no meio para quando se fizesse a cama mexer nas palhas – também se fazia lençóis para as pessoas se deitarem – o linho ia todo para a camisa dos homens porque havia muitos homens – usavam uma camisa uma semana inteira e depois tiravam-na e guardavam e vestiam outra – fazia -se a barrela com os lençóis que se tirava da cama, com as camisas e com as toalhas para pôr na mesa e para levar a comida para as terras –
11:14 [barrela] [cortiço] a barrela era com cinzas – metia-se tudo num cortiço, até as meadas – primeiro tinham que ser cozidas num cortiço – a mãe até usava uma panela de ferro para as cozer com cinza – depois punha-se um barreleiro que é um lençol fraco por cima de tudo para não deixar passar a cinza – depois punha-se cinza e água quase fria que depois começava a ficar morna e depois quentinha a picar – depois a água fervia que era para a sujidade toda – fazia-se a barrela punha-se a roupa mas primeiro ia-se para o tanque tirar a maior sujidade e punha-se-lhe sabão, não havia bacias nem alguidares para trazer a roupa, era numa canastra à cabeça – punha-se sabão e depois assentava-se no cortiço – a parte do cortiço era a ultima depois de se lavar – naquele tempo não havia máquinas – as meadas também iam para o cortiço para cozer – a mãe depois de tirar a teia do tear também a punha no cortiço para corar- levavam para a terra para corar – depois da roupa ir para o cortiço as pessoas tinham um regador e iam regar a teia a miúdo, estendida em todo o comprimento, conforme tinha sido tirada do tear – primeiro a barrela, depois o cortiço depois a terra – na Ameixiosa tinham uma terra pertinho e em Posmil também
13:45 [sogra] [meadas] quando chegou a Posmil também se aventuraram muito – a sogra entregou-lhe muita meada, todas para cozer, e nem sabia se Patrosina sabia ou não – a mãe de patrosina disse-lhe que se ficassem mal cozidas que nunca mais fariam nada delas – a sogra deu-lhe um cortiço de meadas para ver se ela tinha jeito ou não e se fizesse mal seria um prejuízo – eram algumas vinte e tal meadas, não é brincadeira, de Linho, de Tomentos, de Estoupa e de Bodascos, de tudo conforme se fabrica o linho – botava-se o mais fraco por baixo e o mais forte por cima – não sabe como é que a sua primeira barrela ficou tão boa – levou-as para o tanque para lavar – tinha uma tia irmã do sogro que se casara ali perto – era tudo casa dos Pintos, ela casou-se com um primo direito, os Américos- Patrosina cozeu-as e a sogra foi apresentar a habilidade – a tia Florinda de Patrosina já sabia da marosca e então disse que a as meadas tinham ficado bem à sogra de Patrosina, Prazeres, e perguntou-lhe se tinha sido ela que tinha feito a barrela – As meadas ficaram muito bonitas e cheirosas – A sogra dissera que quem tinha feito tinha sido a nora, Patrosina – mas como ficou bem podia ficar mal e ela é que ficava mal e havia prejuízo – para o linho chegar àquele ponto dá muito trabalho – semeá-lo, olhar por ele, regá-lo, depois arrancá-lo, ripá-lo, massa-lo, tascá-lo, fiá-lo, até chegar a aquele ponto dá muito trabalho – foi a mãe que a ensinou a fazer as barrelas –
16:43 [cortiço] o cortiço já está todo escangalhado mas já arranjou outro novo – tem um na casa do tear que era grande e servia para os colchões, de uma grandura que era uma coisa tola – cabia tudo lá dentro parecia uma dorna – era o cortiço das sobreiras, redondo e fechado , tem um fundo – quando cozeu um que tinha menos de fiação punha nessa cortiço mas para chegar lá acima ia aos fentos à eira e às carquejas e enchia metade – punha um lençol velho por cima das carquejas e fentos e depois é que assentava as meadas porque não tinha meadas que enchessem o cortiço – punha um lençol velho dobrado e assentava as meadas que ia lavar ao tanque, bate-las e lava-las bem lavadinhas- depois cozia e metia no cortiço e depois cozia- mais tarde vieram as teias que patrosina semeava sempre um pouco de linho e junta de vários anos
18:44[carvão] [meadas] [fiar]não se usava carvão mas cinza- se fosse cinza da caruma era uma cinza muito macia e muito boa – lenha de pinheiro era usada numa lareira grande – havia debaixo do forno um recipiente que se tirava com a cinza – a cinza é boa para limpar as nódoas e corava as meadas – se se fizesse a barrela hoje ficava lá de noite com a cinza e de manhã ia-se lavar as meadas – tem umas canas no tear onde punha as meadas a corar nas terras que tivesse verdes – a meada era aberta e ia-se lá regá-la com o regador – apanhava sol e até convinha que apanha-se – semeava-se o linho em principio de Abril depois arrancava-se e semeava-se a barrela e depois fabricava-se massa-se e tasca-se no Verão – punha-se ao sol para massar e tascar no Verão – já diziam os antigos que se se massasse o linho depois do são Macário que se ia massar à pena que era atrás do São Macário- por isso convinha fazer-se esse trabalho antes do São Macário – de Inverno fiava-se sentada ao lume – o trabalho de fiar era trabalho de Inverno -fazer o fio – umas fiavam o linho outras os tomentos outras a estoupa e outras os burdascos-
22:09 [fuso e a roca] [fiar o linho] explica e explifica o processo de fiação – diz que a madrinha fiava o linho mais a sogra – Patrosina fiava tomentos e estoupa – havia quem fizesse a roca e o fuso na aldeia, a roca que tem foi o filho que fez. Fiava a linho todo de inverno tem um ???? que está no tear – faziam massarocas grandes e punham numa vasilha depois de fiar a meada – assim que se fizesse a meada dubava-se? por sarilho ? -quando se tirava do sarilho é que se cozia – iam batê-las no tanque e coziam-nas – quando estivessem coradas na terra ia para a dubadoura para fazer novelos e para fazer teias – os novelos ficavam guardados – tem um caneleiro e as canelas para encher as canelas e para depois tecer –
23:57 [homens e mulheres] as mulheres sabiam todas fazer estes trabalhos- os homens ia arranjar cavacos para fazer a barrela e ajudavam a pôr as teias – são preciso quatro pessoas para fazer a teia, o marido ajudou-a sempre – quando as mulheres estavam à lareira a fiar os mulheres estavam ao pé delas – já tinham tanto sono que queriam era deitar-se mas as mães queriam era que fiassem – já estavam a esmurrar com o calor da lareira e o cansaço- de dia andava a trabalhar com os gados -na terra de Patrosina, na Legeosa, não se trabalha com muitas coisas à cabeça – tinha terras em Nova que fica ao fundo do Posmil – tem terras que herdou – tem uma quinta que tem lá uma casa que o filho herdou que se vê do cimo da estrada como quem vai para Macieira –
26:00 [trabalho] [carro das vacas] iam para as terras lá para baixo e traziam carrego às costas mas na Legeosa não – o irmão que é pai da Fernanda de Nodar, levava o carro das vacas e uma gadenha para cortar – passavam uma carrada de erva para o carro das vacas – chegava-se ao palheiro e espalhava-se a erva toda – os sogros não gostavam que fosse assim porque diziam que a erva se estragava e as vacas não a comiam – lá era só trazer coisas à cabeça das terras que lá estivessem perto – a partir de Nova ia tudo no carro – com o sogro era tudo passado às costas – dizia ao marido que na legeosa não era nada assim – o irmão levava um carro de vacas para botar tudo lá dentro – sempre com o carro no campo -as pessoas sentavam-se na borda – levava-se uma forquilha ou duas e passava-se nos molhos com a forquilha e passava-se para dentro –
28:00 [animais] os pais tinham 4 vacas e uma burra – os pais levavam o carro de vacas ao cambão quando fosse preciso mais carga – quando houve uma cheia e estragou as terras as vacas na zorra arrastavam a pedra e outras ao cambão a cambuar – onde tem a casa tem uma pedreira onde as vacas passavam a camboar
28:50 [posmil] [sogros] [trabalho] veio viver para aquela casa – notou muitas diferenças entre a Legeosa e Posmil – o viver das pessoas não é igual – uma das diferenças era que em Posmil tinha que levar tudo às costas -também tem terras em Sá – a avó do marido era de Sá – foi a Sá cortar erva e chovia muito – está lá uma carvalha e pensou que se fosse para a legeosa não lhe custava nada mas para vir para Posmil foi uma carga de trabalhos – com a capucha a escorrer água – trouxe só uma mão cheia de erva porque não podia trazer mais – o sogro era boa pessoa e agarrou na erva e foi fazer a mastura – a sogra disse ao marido que a mastura ia ser muito pouca para três vacas, uma junta de vacas e uma bezerra – Patrosina disse que não podia ter trazido mais – outro dia foi lá com o marido e trouxe um molho bom dividido pelos dois – a sogra chateou-se com Patrocina porque tinha três vacas e só tinha trazido aquela erva – o sogro não disse nada mas o marido de Patrocina disse que ela não podia trazer mais – Patrocina disse que o marido podia ajudá-la a trazer a erva porque se fossem dois já trazia a erva que era precisa – se fosse na Legeosa na maneira que estava a chover tinha era levado um carro de vacas ou alguém para ajudar – o irmão quando era nas terras lá perto, o molho já estava feito e ele media o cabo na Sachola no ombro e ia-se embora e assim trazia erva para as vacas – todos se ajudavam, era a diferença que havia de uma casa para a outra
33:05 [alimentação] alimentação era a mesma coisa – naquela altura fazia se sopa de couves para de manhã e para a noite – no tempo das castanhas secava-se as castanhas e fazia -se caldo de castanhas – castanha, feijão, cebola e batata – era o que se comia – na legeosa matavam sempre 3, 4 porcos bons e em Posmil também – havia muito feijão e muita batata – muito milho – para ir moer o mihlo era na Albandeira que tinham o moinho – em posmil ia ao moinho de macieira onde moinha todo o verao- na legeosa só moinha de inverno – o irmão de patrocina ia à Paiva de burra e levava três foles, um de cada lada e um ao meio- cozia-se o pão para os porcos – o irmão ia a cabaços e ao gafanhão a casa de Florinda Gralheira e era lá que se levava o pão – vinha o moleiro da Paiva trazer a farinha moída e levar o milho- às vezes para ser mais depressa levavasse o milho mesmo – era uma boa distancia até lá mas como o irmão levava a burra podia levar e trazer o fole que não custava nada – vinha muitas vezes de Macieira para Posmil que é tudo a pique com um saco de farinha de milho e de trigo e de centeio – também se semeava muito centeio para fazer a mastura para cozer o pão – o pão ficava muito melhor com mastura de centeio porque se lhe botasse mastura de farinha de trigo não ficava tão bem – o fermento era assim: amassava-se o pão, botava-se ao forno e no final varria-se o tabuleiro com as lavadoiras e punha-se sal, punha-se agua e deixa-se descansar, ate´de cozer o pão – quando fosse para cozer o pão com fermento fazia-se um grande, no dia antes fazia-se o fermento para cozer o pão e assim é que se cozia a fornada de 14 broas e grandes -era o fermento que ajudava a crescer o pão e a fintar porque se não fintasse não se comia – fintar é ? – ainda há quem coza o trigo – mandava-se cozer em sequeiros –
37:56[filhos] [marido] [batismo] os filhos nsceram todos em casa, os oito filhos – para os fllhos mais velhos era uma senhora que era da legeosa e que se casou em Sá – tem um filho chamado Isaías que foi a tia a parteira e com o José António também – com os outros já foi essa senhora de Sá que era a tia Florinda – que uma vez estava a tecer em Macieira e o sogro de patrosina foi lá chamá-la para ajudar a dar a luz Agustino quando o marido estava na França – o marido foi para França e Patrosina ficou grávida do filho e quando ele nasceu o sogro foi lá chamá-la e os padrinhos foram os sogros de Patrosina – dos outros filhos são os tios que são os padrinhos – o Isaías foi padrinho do filho na crisma e ficaram os dois padrinhos de batismo porque o avô pediu – quando os filhos nasciam decidia-se os nomes para ir dar ao registo antes de se batizarem – era o sogro que escolhia os nomes até da filha -a cunhada São e´que foi a madrinha mais um sobrinho de Patrocina e foi ele que escolheu o nome, São – os batizados eram todos em casa, primeiro ia-se à igreja batizar-se a criança e depois o almoço era em casa – a parteira levava a criança e entregava-a em casa – a parteira dizia, mãe da riança entregaste -me uma criança em Vã e agora entrego-te uma cristã – mais tarde Patrocina é que ia com os filhos para serem batizados – a mãe não ia com a parteira batizar os fihos, ia a parteira e os padrinhos que depois traziam as crianças às mães- a madrinha é que vestia a criança vestidos oferecidos pelos padrinhos – mais tarde com os dois mais novos patrocina é que foi com eles para o batismo –
42:35 [parteira] [partos] [crianças ]era uma pessoa amiga e que dava jeito – a de Sá era a Florinda e as outras era Joaquina que era tia de casa que ajudou Isaías com os outros foi com a senhora de Sá, tia Florinda que era da Legeosa mas casara em Sá, era uma senhora muito jeitosa para isso, não era preciso pagar às parteiras bastava agradecer-lhes – dava-se-lhe algo que precisassem porque essas senhoras não viviam uma vida muito farta – teve sempre muita sorte com os partos – quando teve o filho mais novo, o marido chegou com as vacas e disse a Patrocina para ir para o hospital e ela recusou porque já não tempo- então o marido foi buscar as vacas e chamar a parteira e Patrocina sempre teve os filhos muito bem- o marido queria que Patrocina fosse para o hospital porque já tinha mais medo – Patrocina não tinha lá ninguém e era o marido que olhava por ela – o marido ajudava-a muito – naquele tempo fazia-se dieta durante um mês e não se trabalhava e só se comia galinha- só saia da cozinha para o quarto – tinham o despejo a parteira cortava o umbigo e atava-o e no fim despejava-se apertando a barriga – cortavam o umbigo com tesouras – atava-se com uma linha e seca, diz que é preciso fazer o trabalho – corta-se um pouco é atado por trás e quando o umbigo seca cai – quando acriança nasce é que se faz isso- diz que não tem perigo nenhum e quando é em casa faz se os possíveis para não haver perigos- diz que graças a deus dos filhos dela nenhum morreu – teve os bem e depressa – não conhece nenhuma historia de um parto que tenhs corrido mal
48:30 [crianças ] os filhos nunca apanharam doença nenhuma – às vezes constipavam-se mas passava –[/hide]