Entrevista ao Padre Amadeu Ferreira em Ribafeita, a 15 de Julho de 2015
Entrevista de Manuela Barile
Transcrição da Entrevista de Susana Rocha
Registo e Edição Audiovisual de Nely Ferreira
O Padre Amadeu Ferreira relata a sua vivência religiosa desde as motivações que o levaram a seguir a vida sacerdotal até à sua ligação com os paroquianos e as tradições religiosas.
00:21 [Desejo de ser padre desde a infância] A minha infância foi na Escola Primária, numa localidade chamada Castelo, onde fiz a 4ª classe, depois fiz admissão ao seminário e fui para Fornos de Algodres, onde estivemos quatro anos. E depois vim para Viseu, onde, realmente para o Seminário Maior, onde efetivamente fiz o Curso de Filosofia e Teologia, e no dia 1 de novembro de 1976 fui ordenado sacerdote.
01:02 Certo, portanto, enfim, desde criança que senti um desejo de ser padre. Desde criança que senti esta inclinação de me entregar ao Senhor. Pois fiz toda uma caminhada, uma verdade de aprendizagem, de busca, de procura, até que realmente, lá com os meus 18 anos, cheguei à conclusão que, de facto, era este o meu caminho, e, portanto, disse que sim ao Senhor.
01:39 [Figuras que o influenciaram na decisão de seguir a vida sacerdotal] Sim, há um padre missionário, passou pela minha escola, padre Humberto, que realmente me falou precisamente, portanto, da vocação sacerdotal e missionária e isso realmente entusiasmou-me. Depois também o meu pároco, que me ajudaram, foi por eles, para mim modelos. E depois, enfim, toda uma aprendizagem que se vai fazendo, com os superiores do seminário, etc..
02:14 [Tempo em que esteve no seminário] Pronto, o seminário, fui com os meus 11 anos para o Seminário Menor, aí fiz os preparatórios. Portanto, era uma disciplina rígida, forte, ainda naquela época, mas pronto, nós aceitávamos precisamente essa disciplina, que também nos ajudou a crescer, não é verdade, nas virtudes humanas e divinas. É, realmente éramos bastantes, no meu primeiro ano entrámos à volta de uns cinquenta. E, portanto, era o convívio, não é verdade, uns com os outros, era realmente o estudo, era a oração, era a refeição, e também era o recreio, sobretudo o futebol, que realmente nos ocupava bastante tempo e que, realmente, onde nós dávamos azo à nossa alegria. Isso foi no Seminário Menor, depois no Seminário Maior, o ritmo continuou, aqui realmente de uma maneira mais aberta, mais responsável, também éramos já adolescentes e jovens, não é verdade, de maneira que realmente a responsabilidade era maior, e, portanto, também a nossa correspondência seria maior também. E pronto, foi assim, sem grandes sobressaltos, até que realmente, enfim, decido por ser padre.
03:42 [Ir para o seminário significava acesso a estudos para muitas crianças] Sim, de facto, sem dúvida nenhuma que pelo seminário passaram centenas e centenas de crianças e jovens que não teriam oportunidade de estudar se porventura não fosse o seminário, portanto, muitos se ordenaram sacerdotes, outros não, mas o que é certo é que realmente todos singraram na vida e o seminário foi para eles uma casa de formação, foi realmente o fermento que levedou a massa.
04:09 [Mantém contato com antigos colegas] Tenho contatos com sacerdotes que se ordenaram comigo e outros que não se ordenaram, mas que nós nos encontramos de quando em vez e, portanto, convivemos, na alegria, na paz, na tranquilidade uns com os outros. Sim, sem dúvida, havia de tudo (oração e convívio). Certo, sim. Sim, sim, havia as duas facetas.
04:48 [Diferentes locais por onde passou como pároco] Eu quando acabei o seminário tínhamos 24 anos, quando fui ordenado sacerdote. Foi em Arões, Vale de Cambra (que fui colocado). Para lá fui, lá estive dez anos da minha vida, aí comecei a minha vida sacerdotal. Depois, mais tarde, vim para Rio de Moinhos, Sátão e Silvã de Cima, Silvã de Baixo, onde também estive onze anos. Depois, vim para São Salvador, onde estive à volta de oito anos. E neste momento estou aqui nesta paróquia de Lordosa e Ribafeita há dez anos, cerca de dez anos.
05:32 [Relação com a comunidade na primeira experiência como pároco] Sim, foi realmente muito interessante, sobretudo a sua simplicidade, a sua humildade, e sobretudo o ser acolhido, fui muito bem acolhido em Arões, onde iniciei a minha vida sacerdotal, as pessoas eram muito afáveis, muito simpáticas, e receberam-me muito bem, isso para mim foi motivo de alegria e de crescimento. Foi, sim. Sim, relativamente fácil, realmente relativamente fácil lidar com aquela gente, pronto, colocando ao nível deles, mas procurando elevá-los, mas foi relativamente fácil. Era gente boa, gente acolhedora, gente afável.
06:24 [Pároco na freguesia de Ribafeita] À volta de dez, cerca de dez (anos estou na Paróquia de Ribafeita). Tinha 54 (anos quando vim para cá). Desta paróquia a primeira relação foi de simpatia e de amizade, ao fim e ao cabo também era pessoas que, realmente simpáticas e acolhedoras, também me senti bem no meio deles. Não (não tive grandes dificuldades), problemas normais do dia a dia, mas nada de especial.
07:04 [Momentos marcantes que viveu como pároco de Ribafeita] Sim, sim (alguns momentos foram mais marcantes), sobretudo aqui, a passagem por aqui da Imagem Peregrina de Nossa Senhora de Fátima, que andou de povoação em povoação. Foi realmente um momento alto da paróquia. Depois, a beatificação da Beata Rita, em…de maio de 2006, em Viseu. Realmente foram momentos altos, marcantes, da minha vida e da vida da paróquia.
07:48 [Visita aos doentes] Sim, sobretudo a doença, realmente eu visito os doentes várias vezes, aliás, estou sempre disponível, vinte e quatro horas por dia para os doentes, mas realmente tenho momentos próprios em que ao longo do ano os visito, e então o contato com os doentes é sempre muito emocionante, é sempre muito cativante e realmente mexe connosco.
08:16 [Mudanças na paróquia ao longo dos anos] Ora bem, ninguém é bom juiz em causa própria, não é verdade, eu tenho-me esforçado o máximo para que realmente as pessoas (da freguesia) cresçam, numa linha humana e numa linha sobrenatural.
08:33 [Outros párocos da Paróquia de Ribafeita] Conheço alguns, conheço alguns. Sim, sim, sim, sim, conheço. Sim, o padre João Carlos, o padre Eurico, o padre Aristides, enfim, gente que por aqui passou e que realmente deixou a sua marca.
08:54 [Catequese] (As crianças) começam com 7 anos, à volta dos 7 anos, vão para o primeiro ano, por volta dos 7 anos realmente entram para a catequese, depois no terceiro ano fazem a primeira comunhão e as respetivas festas de catequese por aí. Começam a frequentar a igreja. Não dou catequese, eu tenho um grupo de catequistas, um corpo de catequistas que realmente dá catequese e muito embora eu acompanhe, tenho reuniões com as catequistas, reuniões de pais, celebro, tenho a eucaristia com as crianças, também acompanho, mas diretamente são as catequistas.
09:39 [Diferenças entre a catequese atual e a de antigamente] Há muita diferença, realmente antigamente era virado mais para a inteligência, hoje é mais para a ação. De facto, hoje procura-se, sobretudo, que a criança compreenda e viva a mensagem de Cristo, antigamente decoravam-se aquelas fórmulas, etc., ficávamos por aí, hoje não, hoje realmente há, de facto, uma outra vertente, que é realmente este propor uma mensagem e procurar que se adira e que se viva essa mensagem.
10:15 [Ligação dos jovens à igreja depois da idade escolar] Têm, há um grupo, há um grupo, inclusive há um grupo de jovens Emaús, que realmente se reúne habitualmente e que, efetivamente, tem um encontro com, tem este contato com a igreja. Há os Convívios Fraternos também, que efetivamente é um movimento juvenil que está aqui na paróquia, que realmente mantém viva a chama da fé desses jovens.
10:45 [Diferenças entre os fiéis de antigamente e os fiéis de hoje] Pronto, as diferenças, realmente talvez eram mais ritualistas, no antigamente eram mais ritualistas, realmente tinham aquele rito que cumpriam por cumprir, hoje procura-se que realmente as pessoas cumpram por convicção, porque realmente sabem que devem cumprir, portanto, é realmente um apelo mais à vivência do dia a dia.
11:19 Portanto, aquilo que faz, portanto, é este desejo de Deus, todo o homem é um ser iminentemente religioso e portanto, esta busca de Deus, esta ânsia de Deus está no coração de cada homem, leva-os a que realmente eles venham e certamente que iluminados com a palavra de Deus, com apoio de todos, permaneçam fiéis a Deus. Ora bem, eu penso que realmente hoje temos cristãos mais conscientes, talvez menos, mas melhores. No sentido, realmente, de hoje vêm à eucaristia, vêm à igreja aqueles que realmente querem, aqueles que desejam, aqueles que realmente acreditam de verdade. Enquanto que antigamente vinha-se por costume. (Por uma questão) mais de tradição, tradicionalismo. Tudo, tudo junto.
12:29 [Posição face a outras religiões] É de grande abertura e de respeito, abertura e respeito. É realmente a minha atitude para com essa religião. Não de hostilização, mas de abertura, são irmãos nossos, professam outra religião e realmente também, de facto, esta abertura e esta compreensão também, como é evidente. Bom, aqui (na paróquia) praticamente todos são católicos, não é verdade, ou praticantes, ou não praticantes, mas todos realmente são, praticamente todos são, não se põe o problema de outras religiões.
13:22 [Mensagem que tenta passar nos seus sermões] Sobretudo o amor a Cristo e aos irmãos. Amor a Jesus, que é realmente o nosso modelo, o nosso mestre e, realmente, pelo por Cristo aos irmãos.
13:46 [Igrejas e capelas na freguesia de Ribafeita] Portanto, temos a igreja paroquial e depois temos em diversas povoações a sua capela. Em Lustosa Santa Comba, em Seganhos Nossa Senhora da Conceição, no Casal Santíssimo Salvador, em Gumiei Santo António, na Lufinha São Mamede e em Covelas Nossa Senhora dos Remédios.
14:20 [Percurso da Casa Memorial Rita Amada de Jesus] Há, temos aqui o percurso da Casa do Memorial da Beata Rita, daqui, há realmente, daqui era natural a Beata Rita, e então a Câmara em união com a Junta, pois fizeram aqui o percurso, precisamente, pedonal, que vai daqui da igreja à casa onde viveu a Beata Rita. Portanto, é o único percurso religioso que temos.
14:52 [Orações diárias de antigamente] Havia as Trindades e as Ave-marias, tocava o sino, não é verdade, e ao meio-dia tocavam também, tocava ao meio-dia o Angelus, é, era, foi costumes que por vezes se foram perdendo, o que é pena, porque, na realidade, de manhã, de facto lembrarmo-nos de Deus, que nos dá um novo dia, etc., à noite agradecer ao Senhor, ao meio-dia lembrarmos Nossa Senhora, são momentos também importantes, mas, efetivamente, isso foi-se perdendo e neste momento não existe. (A gente quando ouvia o sino) rezava, rezava o Angelus, ao Senhor sobre Maria, etc. rezava, rezava mais a Nossa Senhora. Pois, unia-se mais a Maria e por ela a luz.
15:49 [Pedidos de orações especiais] Com frequência, não é verdade, de facto, desde pedir a eucaristia, não é verdade, com frequência, e vou às capelas, celebro aqui todas as semanas missa aqui na igreja, além do domingo, à quarta-feira, celebro aqui, e outros dias, não é verdade, pedem com frequência oração, concretamente a eucaristia e outras orações, para que realmente se peça por eles.
16:19 [Promessas] Como faz promessas aos santos, à Beata Rita, com frequência. Diversos motivos, pedir a Deus a saúde, pedir a Deus a proteção dos filhos, pedir a Deus a proteção dos negócios, mas fundamentalmente a saúde.
16:44 [Cruzeiros] É a Via Sacra. Nós realmente na Quaresma fazemos a Via Sacra, ou seja, aqueles martírios pelos quais Cristo passou. Portanto, estes cruzeiros realmente são, são catorze que realmente nos levam precisamente aqui a uma capelinha em cima, a Senhora do Calvário, onde realmente é o epílogo, digamos assim, de toda esta caminhada.
17:10 [Alminhas] As alminhas, também há alminhas, realmente, a invocação às almas do purgatório, antigamente as pessoas, e hoje também, têm devoção às almas do purgatório, inclusive havia as alminhas, não é verdade, que lembravam aos que passavam precisamente as almas do purgatório, que precisavam das nossas orações.
17:32 [Distinção de classes sociais na igreja] Já não é do meu tempo, antigamente, lá muito longe, teriam, mas hoje não, de facto hoje realmente somos todos filhos de Deus e, portanto, não há lugares reservados, todos, todos têm os mesmos direitos.
17:55 [Bênção dos animais] Sim, antigamente havia, sobretudo no Santo António, não é verdade, e noutras ocasiões benziam-se os animais, a bênção dos animais, neste momento realmente não existe. Não, não se faz. Perdeu-se essa tradição.
18:14 [Santos da aldeia] Os santos da aldeia, temos aqui na igreja paroquial Nossa Senhora das Neves, em Lustosa Santa Comba, em Seganhos Nossa Senhora da Conceição, no Casal Santíssimo Salvador, Gumiei santo António, Lufinha São Mamede, Covelas Nossa Senhora dos Remédios. Temos aqui também outra capela, aqui pertinho da igreja, que é realmente o Senhor do Calvário.
18:47 [Festas dos santos da aldeia] São realmente muito interessantes, de uma maneira muito simpática, tem o aspeto humano, tem o aspeto religioso, o aspeto humano, o aspeto familiar, portanto, além da eucaristia, do sermão, da procissão, da colaboração das pessoas, não é verdade, há realmente também o juntar as famílias, que se reúnem, fazem o seu almoço em conjunto, é realmente muito importante.
19:16 [Festas de Nossa Senhora das Neves] No dia da Nossa Senhora das Neves procura-se que realmente haja unidade paroquial, são convidados a trazerem os padroeiros das diversas capelas, das capelas atrás referidas, vêm os padroeiros e os seus estandartes e todos se integram na procissão, todos se integram na eucaristia e depois são enviados no final. Isto acontece porque realmente somos uma paróquia, há várias capelas, mas há, de facto, a mãe, e a mãe é a igreja matriz e, portanto, vêm à igreja matriz. Absolutamente, (todos os santos) vão a Nossa Senhora, exato.
20:04 [Natal] Ora bem, no Natal fazemos o presépio, não é verdade, as crianças da catequese fazem a representação ou do presépio, ou dos Reis Magos, é realmente interessante, há o beijar do Menino também, que as pessoas gostam e, portanto, é realmente todo um ambiente propício a esta ternura que é o Deus Menino.
20:29 [Páscoa] Na Páscoa há realmente a visita pascal, que é o Cristo ressuscitado que anda de casa em casa, visita as pessoas, levando a bênção, a paz, a alegria às famílias. Sim, mantém-se, sim, mantém-se (como antigamente).
20:54 [Quarta-feira de cinzas] Pronto, quarta-feira de cinzas as pessoas reúnem-se, é o início da Quaresma, quarta-feira de cinzas é o início da Quaresma, então as pessoas reúnem-se e recebem as cinzas, ou seja, é colocada na sua cabeça a cinza, significando que somos realmente pó, que somos nada, que um dia deixaremos este mundo, mas o que importa é realmente ter este espírito de amor a Deus, porque realmente a vida não acaba com a morte, mas ela continuará e, portanto, nós somos cidadãos do infinito, do além, de uma cidade futura e, portanto, deixamos esta, mas certamente encontraremos outra melhor. Quarta-feira de cinzas, as cinzas, espalho a cinza na cabeça das pessoas. Tudo o que aparece, crianças, jovens, adultos, idosos. Muita gente. Muita gente.
21:55 [Domingo de Ramos] No Domingo de Ramos, portanto, as pessoas trazem os seus ramos, não é verdade, alguns maiores, outros menores, nós também temos aqui ramos de alecrim e de oliveira e então as pessoas levam precisamente, ou trazem, ou se não trazem levam daqui da igreja e vamos todos reunir-nos na capela do Senhor do Calvário. Aí realmente procede-se à bênção dos ramos e depois festivamente recordando a entrada de Cristo há dois mil anos em Jerusalém, também nós vimos em procissão cantando, rezando com alegria precisamente da capela de lá de cima, da capela até aqui à igreja.
22:46 [Semana Santa] Na Semana Santa temos realmente as cerimónias de quinta-feira santa, sexta-feira santa, sábado santo, é realmente fundamentalmente isso, não é verdade, são as cerimónias tradicionais, em que nós realmente temos procissões também, de quinta-feira santa vai, deslocam-se as imagens daqui para a capela do Senhor do Calvário, na sexta-feira santa do Senhor do Calvário aqui para a igreja. E no sábado santo há bênção do lume novo, há a bênção da água benta, etc., portanto, o ritual, segue-se o ritual.
23:28 [Festividades de verão] As festividades de verão são concretamente no dia 5 de agosto Nossa Senhora das Neves, não é verdade, que já descrevi, com a vinda à paróquia dos padroeiros e dos seus estandartes, das diversas capelas. 5 de agosto. E depois, no segundo domingo de agosto há a festa do Santíssimo Salvador, no Casal, em que realmente, portanto, há a missa cantada, sermão, procissão, todo engalanado, enfim, com passadeiras, etc., e realmente é muito bonito. O Santo António é em junho, 13 de junho, concretamente em Gumiei, também realmente consta da mesma coisa.
24:16 [Dia de São Martinho] No dia de São Martinho não temos nada, aqui realmente não temos tradição de São Martinho, as pessoas reúnem-se, fazem o seu magusto, na catequese também fazemos o nosso magusto, etc., mas propriamente a nível religioso não temos.
24:31 [Dia de Todos os Santos] No Dia de Todos os Santos é um dia muito importante, as pessoas vêm, rezamos aos defuntos, vamos aos cemitérios, enfim, rezamos pelos mortos, sem deixar os vivos olhamos também os mortos. Fez-se defuntos no dia seguinte, mas como no dia seguinte muitas vezes não era feriado, não é verdade, nós procurámos fazer no dia 1 de novembro as cerimónias. Mas agora distribuem-se pelo dia 1 e pelo dia 2, até porque no dia 1 infelizmente não é feriado.
25:11 [Hábitos religiosos diários] Eu penso que realmente os atos de religião são o terço, muitas famílias rezam o terço, leem a palavra de Deus, leem a bíblia, e fundamentalmente são estas duas coisas, realmente, por um lado o terço em família, e a leitura da bíblia. Absolutamente, portanto, isto é o normal, agora, quando, coisas extraordinárias, pois, quando aparecem realmente eles rezam mais, etc., pois, chamam-se mais a Deus.
26:01 [Postura que procura como padre da paróquia de Ribafeita] Portanto, eu procuro estar ao serviço destas pessoas. Sempre disponível para atender, para acolher, para ajudar, para ensinar, para dar bom conselho, é realmente a minha atitude, uma atitude de acolhimento, de abertura, de abrir os braços a esta gente. Eu penso que a gente aprende com os anos, não é verdade, a experiência é mestra da vida, de maneira que realmente à medida que os anos vão passando, certamente que esses valores são acentuados, não é verdade, eu realmente hoje sou certamente mais dialogante, mais aberto, mais acolhedor do que quando iniciei, não é verdade. É diferente, repare, foi há perto de trinta anos atrás, muito diferente dos dias de hoje. Era (diferente), sem dúvida, isto realmente era, sem dúvida.
[/hide]