Álvaro Fernandes relata toda a sua experiência na agricultura em particular na cultura do vinho e da vinha. Fala em pormenor de todas as tarefas relacionadas com esta cultura, desde a preparação da terra até à vindima.

Entrevista a Álvaro Fernandes em Silgueiros, a 23 de Setembro de 2015
Entrevista de Manuela Barile
Transcrição da Entrevista de Susana Rocha
Registo e Edição Audiovisual de Nely Ferreira

[hide for=”!logged”]
00:09 [Apresentação] Álvaro Joaquim Mota Figueiredo Fernandes. (Nasci) em Viseu. 1943.

 

00:33 [Tipos de terreno em Silgueiros] Opá, isso é um bocado complexo de dizer isso, porque eu só me posso referir às minhas, que as dos outros não sei como é que é, porque não sei, a terra aqui na zona varia de local para local. Eu, por exemplo, na outra vinha, tenho lá quatro qualidades de terra. E em cada uma está a sua casta, porque, por causa da exposição do terreno, que eu tive que preparar o terreno e andou lá a máquina, e a máquina deu-me terreno encarnado, terreno castanho, terreno barrento e terreno quase normal, quase branco.  E foram essas qualidades que deu no terreno. Os outros suponho eu que seja a mesma coisa, porque isto aqui era uma zona toda de pinhal, de pinhal, portanto, o terreno de pinhal é quase todo igual. Só fiquei admirado foi quando a voltosa andou lá a preparar o meu terreno e eu vi, ‘Quatro qualidades de terra?’, disse assim ‘Como é que é isto?’. E como é uma meia encosta, é natural que nas meias encostas apareça isso.

 

01:24 [Vinda para Silgueiros] Por isso e…e eu, o que eu tenho a dizer sobre, desde que, não, se há mais alguma coisa não sei, que eu vim para aqui há…eu era, eu sou engenheiro técnico agrário, estive reformado e trabalhei nos Serviços Florestais. E só vim para cá por causa do estado de saúde da minha mãe, que eu vivia em Lisboa, eu estava a trabalhar lá em Lisboa, por isso, o estado de saúde dela, é que eu vim cá para cima, e só depois de ela falecer é que eu me comecei isto, mas ainda não me meti a fundo nisto, está a ver? Vou restruturando conforme coiso, mas só este ano é que eu tratei de, da vinha como deve ser, porque tenho um funcionário aí que é capaz de, que o posso deixar à vontade, ir para o parque, ir para acolá, que ele fica responsável por isso. Até lá não tinha possibilidades, porque trabalhava, vinha às 5 e meia, depois já, já, à noite não podia tratar disso, só aos sábados, praticamente, por isso…

 

02:27 [Definição dos limites do terreno] É com marcos e com muros, com muros e com, com aqueles bardões que são feitos em terra, separados à volta, com arame, com arame, mas antigamente era com marcos, e os marcos ainda lá estão, que eu tenho as minhas mesmo com, apesar de terem bardões, estão com marcos, esta aqui, por exemplo, é um muro, é um muro que faz ali da estrada, é um muro que faz ali da estrada.

 

02:57 [Desenho das medidas da superfície da vinha] Opá, antigamente, eu sei que era a passo, eles, mais ou menos, calculavam que o passo tinha entre 20 a 22 centímetros, ou qualquer coisa. Depois, passou a fita métrica, foi à fita métrica. Há uns anos para cá, desde que apareceu o GPS, é tudo a GPS, que eu não acredito, que o GPS não…eu faço as minhas medidas verdadeiras, não são as que o GPS dá, isso…

 

03:34 [Nomes dos terrenos] Era a tal coisa, o nome da terra, da terra…opá isso não sei, depende de, de freguesia para freguesia, as terras, eles para registarem a terra que compraram nas finanças, inventaram os nomes e assim coiso, eu, a outra lá em cima, lá em baixo, que tenho, chama-se Chanquinhas, esta aqui é o Quintal. E tenho outro ali, que é o quintal da casa, que é um, é o da casa, por isso, aqui sei, agora os outros não sei.

 

04:08 [Regadio da vinha] Ora, o regadio da vinha…Há vinhas que são regadas, há outras que não são, porque, por exemplo, a minha não é regada, porque o…é de raiz, é porta, não é porta-enxertos, que as que são porta-enxertos já vêm enxertadas, eu é normal, depois, um ano depois é que se enxertam, na qualidade que a gente quer. E são limpas entre as videiras, são, amanha-se a terra, para se tirar as ervas e essa coisa toda, por isso o regadio que eu faço aqui é neste, faço é regadio é nas batatas, as cebolas, isso é que têm que ser regadas quase todos os dias, não é? Aqui nesta zona, que há proprietários novos aí, grandes agricultores, maiores que eu, eu sou um mínimo agricultor, nem sou o máximo, nem nada, que têm a vinha gota a gota. Gota a gota, por causa dos, são os portes, tais portes de enxertos, para não secarem no verão é gota a gota. Mas eu, eu não sou contra os portes de enxertos, mas eu agora quero manter esta vinha com quinhentos bacelos, bacelos, que é o coiso que pega a vinha, e só tive o fracasso de um. Toda a gente ficou admirada, como é que eu, quinhentos, só tive o fracasso de um, muitos puseram porta-enxertos, tiveram quase 30% de prejuízo, dos que não pegaram.

 

05:38 [Poços] Existem, porque eu tenho ali um poço em baixo nesta vinha, para fazer os tratamentos da vinha, meter água nos depósitos, para fazer lá os tratamentos, pôr os produtos, para fazer a mistura, e depois para, para com a mão, com a agulheta, borrifar as plantas, as videiras, por causa dos curativos, que são feitos conforme o tempo. O primeiro é determinado, mais ou menos, aqui nesta zona, do dia da revolução, do dia 25 de abril. Pelo menos, há muitos que não fazem, mas a minha mãe fazia e eu mantive coisa…depois, quinze dias depois é o outro, o segundo, que são os que seguram as doenças da videira, que é o míldio e o oídio, que são as principais, esses dois curativos primeiros, o terceiro é conforme o tempo, se o tempo der, estiver bem, põe-se todos os quinze dias, senão vai a um mês ou a um mês e meio para se fazer o terceiro.

 

06:42 [O gado e a vinha] A vinha, por exemplo, o gado agora não podia entrar, nesta altura comia os cachos todos e fazia mal aos cachos, comia-os e isso tudo. E na arrebentação, quando estão a arrebentaçar as folhas, o gado não entra aqui, agora, fora isso, pode andar aí, até a gente agradece que eles andem aí, que é para comerem as folhas, que é para a gente poder fazer depois a poda à vontade, sem as folhas. A poda só se faz depois das folhas caídas. Que isso, o gado, vem para aí, come as folhas, pronto, isso… Ajuda. Ajuda. E temos agora aí também o flagelo número um, que é o javali, pá, eu na outra propriedade tenho lá, o javali passa-me lá quase todos os, eu tratamentos que faça na vinha, por exemplo, se fizer lá a enxertia, o gajo limpa-ma toda. E eles vão lá porque eu tenho lá uma sobreira velha, uma sobreira de antiquário, que está registada, é património nacional. E eles vão lá comer a bolota. Depois não vêm só um, vêm uns seis ou sete, vem a mãe e os filhos por aí a fora. E depois, pelo sítio por onde passam limpam tudo, se for enxertos que não sejam tapados limpam-nos todos. E por isso é que eu vejo-me aflito para fazer lá os enxertos, porque eles rebentam tudo.

 

08:03 Eles, geralmente, aqui eles sabem mais ou menos quando é que pôr. Nos outros lados não sei, aqui eles sabem, quando se faz a vindima, que podem pôr o gado à vontade. Agora nos outros lados não sei como é que era, não sei. Eles a mim pedem-me licença para vir para aqui, agora nos outros lados não sei. Isto como é uma coisa, uma propriedade vedada, nas abertas, isso andam lá à vontade, sem autorização, sem nada. Esta como é aberta, como é fechada, eles pedem-me licença para vir para aqui com o gado. Geralmente, não tem havido problema.

 

08:38 [Estrume] O estrume, o estrume de…antigamente, o estrume dos chamados bois e ovelhas, isso tudo, era aproveitado para pôr na vinha, mas, recentemente, pode ser o estrume de aviário e o cadastro das vinhas, das vinhas, é misturado, chamam eles aqui o adubo, deita cá um cheiro, caramba, que é o que se põe agora nas vinhas. Abre-se uma rigola, mete-se isso na vinha, e agora usa-se, eu uso, estrume cru, que é o estrume do, é o mato dos pinhais, ponho-o por cima desse estrume e tapo, que é para dar, que é para as videiras, vão lá, a raiz vai lá buscar aquele estrume e elas começam a ter produção melhor, a…

 

09:31 [Orientação da vinha] Olhe, a minha aqui está de, agora eu sei lá, qual o Norte do Sul, acho que é do Sul para Norte, a minha, a outra, e esta também mais ou menos, são as duas Norte, a outra tem declive e esta não, esta tem um pouco, um declive acentuado, porque o melhor vinho da zona é em terrenos inclinados. Meia encosta, meia encosta, é o que se chama aquilo.

 

09:58 [Plantas silvestres] Ah, isso (plantas silvestres) não conheço, nem sei, pá. Plantas silvestres nas vinhas não conheço, aqui, que eu saiba, aqui nesta zona não vejo, que eu saiba não há nenhum, agora pelas outras zonas não sei.

 

10:09 [Zona do Dão] Esta zona da, a zona do Dão é muito grande. Abrange metade do concelho de Sátão, concelho de Penalva do Castelo todo, o concelho de Mangualde, concelho de Nelas, concelho de Carregal do Sal, concelho de Vila Nova de Tazem, ou seja, distrito de Coimbra, concelho de Santa Comba, concelho de Tondela, e mais nada, e o concelho de Viseu, e o concelho de Viseu. É uma região grande demarcada, mas é parte, e tem um bocado parte de Vila Nova de Paiva, está ali uma parte da zona de Vila Nova de Paiva para baixo do Rio Vouga, acho que é Vouga, já é Dão, já é, pertence à região do Dão, outra não.

 

10:57 [Ervas Daninhas] Estas ervas daninhas são todas tiradas, por exemplo, no inverno, queimam-se com os herbicidas, com os herbicidas. E as que depois recuperam, se for um herbicida de longa duração está sempre a queimá-las, se for do sistémico, passado uns três ou quatro meses temos que curar outra vez, e se houver chuva é que…isto se houver chuva não, escusam…não há nada, herbicida que coiso, não há nada, deita tudo, elas estão sempre a nascer, sempre a nascer, porque a erva é que as, elas matam-se e a chuva só ela, recuperam, pronto. E há aí uma que é uma desgraçada nisso, que é, chamam, chamam-lhe a grama, ui carago, isso, só cortando, só cavando a terra ao pé da raiz, que é para as tirar cá para fora, para deixar de haver grama. Não permite, é. A grama é a relva dos campos de futebol, basicamente, a grama, mas tem cá uma raiz funda, que se a gente lhe põe o herbicida, passado dois dias ou três já está cá fora outra vez.

 

12:13 [Castas do Dão] Antigamente, não havia, a zona demarcada do Dão não tinha vinho, não tinha, tinha as qualidades quase todas que havia, mas depois eles determinaram umas certas para a qualidade do vinho, que foi o que coiso. Eu lembro-me aqui haver, os nomes antigos era o…a Tinta Cão, a Tinta Amarela, o Rabo de Mosca, o Rabo de Mosca é branco, mas o Tinta Branco, o Tinta Amarela, o Penamacor, que é agora o Tinta Pinheiro, e as outras que estão, antigamente havia o, também o Tourigo, e havia o Tinta Roriz, mas não estavam assim expandidos como coiso. Quando foi esta restruturação nova que houve da vinha, que começaram aí a dar subsídios e isso tudo, a Região do Dão exigiu que se fossem só às castas tradicionais e castas que dessem qualidade, e por isso temos o Tinta Pinheiro, a Touriga Nacional, apesar de ser masculino é ‘a Touriga’ que se lê, diz-se Touriga Nacional, e há a Touriga Francesa também. É o Tinta Roriz e o…isto em vinhos tintos, há mais qualidades, mas as outras são pouco utilizadas. Nos brancos é o Malvasia, é o Arinto, é o Encruzado, o Rabo de Mosca e o Rabo de Ovelha. O ‘Rabo de Mosca’ porquê? Porque o próprio cacho traz lá as pintinhas da mosca. Por isso é que se chama o Rabo de Mosca.

 

13:56 [Viveiristas] As castas adquirem-se nos viveiristas. Naqueles que se dedicam mesmo à coisa das vinhas, eu o meu bacelo comprei-o em Abrunhosa do Mato, no Sátão, que é onde há o melhor viveirista de bacelo das vinhas, coiso, e leva barato. E eu vou lá, eu tenho lá ido muita vez, desta vez quando lá fui buscar o coiso, o homenzinho, o homenzinho não, o filho, o filho do senhor, que o senhor faleceu, conheceu-me logo, ‘o senhor é de Silgueiros?’, conheceu-me logo, disse ele assim, que era o meu avô, já iam o meu avô e a minha mãe iam lá comprar. Aquilo já é muito antigo, aquele coiso.

 

14:48 [Arranque da vinha] É com, é com…agora não, que depois de ela estar formada é com uma enxada, à enxada, corta-se-lhe na raiz e pronto. E se coiso, se isso é aplicado noutra coisa, o cacho arranca-se com uma tesoura, uma tesoura da poda, ou uma tesoura qualquer, dessas do, de costura, o píncaro, corta-se, depois deitam-se nuns porções pequenos, que depois entram-se nestes depósitos grandes, e depois daqui vão para a adega. Olhe, isso é, o arranque da vinha é, mal se acaba a vindima, dá-se-lhe um mês, a partir de outubro, novembro, faz-se o arranque da vinha. Ou logo que se acaba a vindima, aliás, acaba logo, o arranque da vinha, porque depois o terreno tem de estar um ou dois meses sem…

 

15:48 [Replantação da vinha] E depois a partir de janeiro, fevereiro é que se faz a replantação, como eles chamam. Antigamente, era à enxada, os homens cavavam, faziam os buracos e isso tudo. Agora não, agora é com hidroinjetor, põem o hidroinjetor no local, na distância que querem, geralmente é um e vinte e cinco, um e meio, um e cinco, um e vinte e cinto, as minhas estão a vinte e cinco, mas acho que já há aí vinhas novas a um e cinco, um metro e cinco, entre cada um põem, furam, o hidroinjetor, que é com água, e como já, e há muitos hidroinjetores que lhe põem no depósito do hidroinjetor, o adubo solúvel, solúvel, abrem o buraco, enfiam, e depois metem-lhe o bacelo, a raiz do bacelo, e tapam o buraco com um pauzinho. É assim que fazem agora a replantação. Antigamente era à enxada, cavavam à enxada, faziam buracos grandes, metiam-lhe estrume, metiam-lhe adubo…

 

16:51 [Árvores de fruto na vinha] A vinha, esta vinha, que eu me lembre, a antiga vinha tinha limoeiros, tinha laranjeiras, tinha tudo misturado, tudo misturado. Depois, quando foi novo, acabei com isso tudo e pus isto aqui em cima, estão aqui as árvores de fruto aqui em cima, chamam isto aqui o Olival. Não, a uva, a uva, que eu saiba nessa altura, a uva nem tinha grande, nem tinha grande, como é que se chama, aproveitamento.

 

17:28 [Adegas cooperativas] A nossa região antigamente era pouco conhecida. Foi agora mais que abriram as adegas cooperativas nos…a de Silgueiros, a de Tondela, a de Silgueiros não, a de Tondela, Silgueiros, Tondela, Tondela não, Silgueiros, Mangualde, Penalva do Castelo e Vila Nova de Tazem e havia aí mais duas, mas devido aos…que era a de Nelas, Tondela e Nogueira do Cravo, que devido a situação financeira…cortaram-lhe o pescoço, faliram. Faliram. Nós até fomos, há um ano e tal, ou há dois anos, à cooperativa de Nogueira do Cravo buscar lá o vinho e pagávamos, que era para eles pagarem aos sócios. Porque os sócios, eles não tinham dinheiro para pagar aos sócios e coiso…porque sabe que os sócios vivem do dinheiro da adega, como eu, e o dinheiro que eles me dão mal chega para fazer os tratamentos, para as máquinas e tudo. Tenho que pôr do meu, é do meu vencimento, e não é pouco, a minha reforma, quase nada.

 

18:40 [Doenças da vinha] Isso agora…isso agora, a cepa vai crescendo conforme a idade do coiso, não sei, isso agora não sei. Da filoxera, há, oh, isso há muito. E essa doença sempre apareceu. Filoxera é uma doença muito antiga. Agora, antigamente não tinha tratamento, agora já tem, que é um dos tratamentos, além do míldio e o oídio, o que nós fazemos é essa, é a filoxera e é a, como é que se chama, o Black Rot, que aparece nas folhas, é uma mancha negra, Black Rot, que deita, que também há tratamento para isso, a filoxera, e há um bichinho pequenino, que ele, é a ‘escoriose’, ou ‘escleriose’, ou qualquer coisa assim, também na vinha, que aparece na vinha agora recentemente, porque antigamente não, essas não apareciam na vinha.

 

19:42 [Tratamento das doenças da vinha] E antigamente tratava-se o, antigamente não havia esses produtos químicos que há agora, era com sulfato de cobre, aquele azulado que havia, e com enxofre. Com enxofre molhável, era tudo metido dentro de uns bidons, misturado, misturado, misturado, e era em máquinas de…de coiso, máquinas normais, máquinas de sulfatar. Agora é tudo com atomizadores e mais não sei quê…

 

20:13 [Trabalho com o arado] O quê? Olhe, era os…eu tinha aí um, ainda aí tenho um antigo em madeira, o ferro era em madeira, a aiveca era em madeira, mas tenho aí outros que também era, o taimão era em madeira e a aiveca era em ferro, que eram as, foram a seguir as primeiras, porque antigamente era, o arado era puxado por um homem, não era, não havia boi, não havia animais, era um à frente e outro atrás…Ah, ah…Ai era…o meu avô era desse tempo, o meu avô era do tempo, desse tempo. Contava. E tinha que alugar os bois, porque eles tinham um arado desses de ferro, tinha que arranjar um, tinha um em madeira e depois tinha um com o taimão em ferro, todo em ferro, todo em ferro, com a aiveca e tudo, que tinha, que tinha, que tinha que alugar os bois para fazerem, o que faz agora uma fresa normal na vinha fazia o arado, fresava a vinha. Eram vacas e bois, aqui eram bois, noutras zonas, as zonas das vacas é vacas, aqui eram bois. Em que direção, como? Era do começo da, era com umas filas, as vinhas eram aramadas, era pelo meio da carreira que eles iam. Passavam para lá e passavam para cá, duas vezes.

 

[/hide]