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00:08 [carro de bois] é o carro de bois que era puxado pelos bois e servia para transportar os utensílios de agricultura de casa para as terras e das terras para casa – era puxado por uma junta de bois, um par e para fazer o transporte que hoje é praticamente todo mecanizado pelo trator – o carro era o mei de transporte de tudo – não havia mecânica -dava para transportar milho, palha, mato para os currais dos animais – servia para transporte de madeiras e resina – era o meio de transporte da época -as pessoas aproveitavam o transporte quando o carro ia vazio na recolha de alguns produtos como milho- no regresso vinham já a pé
01:37 [charrua] mostra a charrua que servia para lavrar os terrenos puxado pelo carro dos bois – virava a terra , quando chegava ao fim do terreno virava para não deixar nada por fazer – chegava ao cabo e voltava novamente – a função era lavrar os terrenos
02:19 [grade] [constituintes] servia para depois de lavrar com a charrua, gradar a terra – gradar porque com os dentes, puxado pelos bois e com o homem a controlar , ao passar em determinada posição cortava a terra – após ter feito o terreno era virado e arrasava e aplanava a terra toda conforme necessidade da sementeira, milho, feijão, centeio – era puxado pelo par de bois e sobre o controlo do homem que puxava de um lado e do outro para cobrir toda a área a alisar – é composto por cambão, rabiça da grade móvel (do arado é diferente porque é fixa) – com a gradada de dentes de costas arrasava e aplanava a terra -é feita com trator, com fresas – há grades mecânicas mas já industrializadas – na zona chama-se fresa, com um metro e meio, é lisa – em grande terrenos é de maiores dimensões – a sementeira era feita manualmente pelos lóios e pelas pessoas, pelo homem e pela mulher, não havia distinção – hoje é tudo mecanizado – com trator um individuo sozinho faz muito mais, já mais rápido
04:19 [sachola][enxada] a sachola ou enxada, dependendo do tamanho – até uma determinada medida é sachola – para sachar o milho e cortar as ervas bravas – a partir de uma dimensão maior, que varia entre diversos números, as mais pequenas são consideradas sacholas para sachar o milho e a de maior dimensão é enxada -a ensada servia para cavar onde não era possível lavrar com as vacas e com a charrua -era cavado à mão, rapadas as terras e cavada a terra que não tinha as ervas – ainda hoje a sachola e enxada existem para lavrar em sítios que não vá o trator -há sachadores pequenos para abrir um rego, para regar, para levar água para meio do milho ou do feijão – mostra o tamanha original mas o número é o 0 – é o mais pequeno – há o número 1, 2, 3- entrava para a classe das enxadas o formato um pouco mais largo em baixo – os números tinham que ver com a capacidade de resistência do homem – tanto podia ser uma enxada grande como uma enxada pequena –
06:03 [ancinho] mostra um ancinho em miniatura – servia para juntar mato, para ir à carruma para pôr em determinados currais de animais – tinha a função de num pequeno terreno em que se cavava com a enxada, subtituir a grade, quando a área era pequenina -alisava a terra e do outro lado alisava uma parte da grade – a finalidade principal era de por exemplo, no mato que era transportado para os currais dos animais, varrer porque no meio que era cortado ficavam os troncos dos rebentos que iam ? seguintes e com a essa parte era mais fácil passar sem se prender -a outra função era quando se malhava o milho na eira, nas pedras, o sol dava no milho, passava-se com o instrumento, e depois o milho passava-se debaixo para cima, o milho de cima não levava mais sol que o debaixo – servia para mexer o milho para secar por igual para ser guardado no Inverno -ainda se utiliza, em menos quantidade e por menos pessoas – apenas quem faz agricultura e tem animais – quem faz a limpeza florestal e também é mais fácil para juntar o mato e prevenir incêndios.
08:05 [mangual] [milho]é o objeto com que que se malhava o milho -as espigas eram colhidas nos terrenos e transportadas num carro para uma eira -eram espalhadas e secadas para ser mais fácil debulhar – o milho quando está verde não larga o grão por isso era malhado – o que mostra é o original que existia antes de haver pregos e parafusos -todo o equipamento é aparafusado ou pregado -antigamente levava uma cunha para esticar, uma parte para malear e malhar o milho ou o centeio e cevada que eram cereais da época – o que mostra é a miniatura mas era essa a finalidade do mangual, malhar – atualmente utiliza-se pouco, apenas em pequenas quantidades – mais para não se esquecer como era antigamente – hoje há malhadeiras mecanizadas e equipadas no trator – malham e separam, a moinha separa tudo, tem ventilação que antigamente era malhado para um lado e ia para um erguedor – usa-se em pequenas quantidades por vezes para não estar a deslocar o trator com malhadeira – a pessoa bate, malha o milho – é sempre usado num eira porque quando se batia com o mangual no milho saltavam os grãos então as pessoas usavam mantas de trapos para o milho não ficar todo espalhado -no fim já não salta tanto o grão mas no principio salta muito –
10:25 [canga] mostra uma canga – o modelo da serra é o jugo – ficava um boi de cada lado e com o carro ficava com o toço para puxar com o carro e com a charrua – puxavam os diversos equipamentos para lavrar e gradar -em outras regiões chama-se jugo – o animal fica com a cabeça presa e com o jugo ficava pelo cachaço ou pescoço do animal – tornava o animal mais solto para determinados caminhos – era usado conforme e resistência dos animais – havia individuos que andavam com transporte de madeira de manhã à noite, não havia horários nessa altura -era normalmente com bois mais fortes que andavam a puxar e tinham refeições intermédias como as pessoas -os bois andavam mais soltos em vez de andar com a cabeça que nem sequer se podiam sacudir – a quenga facilitou liberdade aos animais – servia para transporte e agricultura e também transporte de madeiras – era o meio de transporte das aldeias não havia tratores – era feito com uma madeira específica – a árvore é o lodeira mas a madeira depois de cortada chama-se lodo – é uma madeira resistente como a do carro – a estrutura do carro em madeira carvalho é bastante rija mas no equipamento móvel como é o caso do eixo é de lodo porque é uma madeira que resiste à lotação e ao desgaste do movimento –
13:06 [símbolos] tem o de uma roda do carro – uma cruz porque as pessoas respeitavam a religião – a estrela de David – os velhotes da agricultura diziam que era um signo -saimão – não sabe o que significa mas essas pessoas diziam que os protegia de forma divina -quando equipavam os animais para ir trabalhar normalmente benziam-se – não era ficcção, era realidade – convenciam-se de que estavam a agradecer a proteção divina para que tudo corresse bem -para que o animal não adoecesse ou o peso fosse muito e levasse os animais de arrojo, para evitar acidentes – a proteção era sobre os animais- quando o percurso era a subir o individuo ajudava por vezes os animais mas quando era a descer ia para a frente para que os animais não baixassem a cabeça para que não incidisse sobre ele peso e o animal não se ajoelhasse e o carro não passasse por cima dele –
14:54 [cestas] [berço] [caixa do milho] as cestas era onde as senhoras levavam a comida , a merenda para o campo – andando a pé para vir para casa ao pequeno almoço ou almoço por vezes perdia-se muito tempo – era lá que era transportada a alimentação para quando estivessem no campo -levavam também o berço para quando tivessem filhos pequenos – no campo têm uma almofada e manta à medida dos bebés – o berço baloiçava e permitia que as mães não tivessem que estar com eles ao colo enquanto nas lides de lavrar e sachar no campo -mostra a caixa de milho depois de malhar o milho para o governo da casa durante o ano – depois semanalmente para moer o milho iam a essa caixa para buscar milho, moe-lo e fabricar o pão -a caixa era guardada numa das lojas da casa – era o celeiro – mostra uma miniatura mas as dimensões normais tinham entre dois metros e meio e três metros e meio com três compartimentos – havia sempre possibilidade de haver uma quantidade de milho melhor que outra por isso servia para não misturar os milhos – começavam por usar o pior, o que não aguentaria tanto tempo até chegar ao fim do ano agrícola – das três divisões consumia-se primeiro o menos bom depois os outros – o melhor era o final porque era o que tinha mais resistência contra insetos e tudo o resto – a caixa teria 3 metros cúbicos em geral
17:25 [masseira] [fermento] servia de mesa na cozinha dos agricultores, onde era amassado o pão, depois de moer o milho, a farinha -era amassado na masseira e lá ficava algum tempo a fermentar para depois ir para o forno – há uma medida que se chamava pulador, a massa era transportada para o pulador, era dada umas x voltas para fazer os tamanhos da broa numa pá mais ao menos nesse formato para entrar dentro do forno pois não era possível ir lá com a mão – entrava no forno com a massa que virava e depois do tempo de cozedura previsto conforme as dimensões do forno - as dimensões originais , esse está com metade do tamanho, com 50 % de redução – o outro era 2 metro por 1 vezes 60 -comprimento, largura e fundo – normalmente a massa que ficava agarrada à volta era no fundo raspada e ficava o fermento para a próxima semana – a broa era feita semanalmente – juntava-se num canto e criava o azedo do fermento – antes da massa ir para o forno tinha que rachar – enquanto não rachasse era porque não estava se não ficava húmido – ficava a fermentar durante algum tempo, nomalmente durante o tempo em que o forno aquecia -ficava a fermentar com o fermento que ficava de uma semana para a outra – o fermento era feito em casa – não se comprava o fermento – quando fermentava tornava-se num massa quase seca, as temperaturas de casa permitiam que não azedasse – na vez segunite que fossem amassar para pôr no forno misturavam meio quilo de fermento para uns 40 quilos de massa de pão –
20:27 [caneco]era com o caneco que se ia buscar a água à fonte – as pessoas não tinham água canalizada em casa, a maioria das pessoas não tinham água em casa sequer – as pessoas tinham que recorrer a uma fonte – a madeira do caneco mantém a temperatura e a qualidade da água -normalmente o caneco era feito de três qualidades de madeira – carvalho, castanho e austrálico? , que é uma árvore que há por aí -a madeira usada mantém a temperatura, se estiver frio fica quente se estiver quente fica frio – é material térmico -os homens iam buscar a água à mão e as mulheres à cabeça para casa – tinham uma rodilha, uma almofada feita de roupa velha na cabeça – era torcida e rodada, chamava-se rodilha – as mulheres equilibravam-se e nunca chegavam a pegar na água -essa prática é do tempo de Manuel –
21:54 [balde]nas cozinhas em vez do caixote de lixo tradicional- o lixo orgânico (cascas dos vegetais, etc) serviam para alimentar os animais principalmente suínos – as senhoras quando cozinhavam punham o lixo no balde mais os restos da comida que tinha sobrado -serviam depois para deitar nos suínos e outros animais – esse era o balde que servia para levar a comida aos animais
22:50 [medida agrária] A posição maior era uma quarta, a medida era o alqueire – metade do alqueire é uma rasa – metade da rara uma quarta, equivalente a seis litros – na parte mais pequena, sensivelmente com capacidade para 3 litros, era chamado o sermil, a medida mais pequena – a partir daí as pessoas não vendiam, davam umas às outras – sermil, quarta, rasa, alqueire eram as medidas daquele instrumento -tem o tamanho original que já tem muitos anos .
23:51 [peneira]a peneira era para quando o milho vinha do moinho -saia só a farinha que não levava casca nem nada do milho, apenas a farinha para o pão -as outras cascas, as carolas do milho mais mal partido era separado e adicionado aos animais, era o chamado farelo –
24:31 [lagar] [prensa] [cesto da vindima] mostra o lagar e a prensa – eram postas as uvas – passavam para dentro de um caniça e era apertada e prensada para sair o resto do vinho -o vinho que saia sem ser prensado saia diretamente para um depósito que depois ia para os pipes – as cacas, o bagaço ia para outro sítio para ser prensado, para depois ser feita a aguardente – mostra uma miniatura porque os lagares eram variavéis conforme a produção de cada agricultor – mais vinho maior o lagar, menos vinho menor o lagar – o vinho quer uma determinada altura, abaixo de 30 centimetros não ferve bem e não produz em condições – se a pessoa tinha 500 litros o lagar tinha de ser mais pequeno para dar 1000 litros – para ficar sempre na medida de fermentação – mostra o cesto da vindima que as pessoas levavam – havia a canastra que era mais quadrada – hoje é tudo feito em plástico –
25:37 [dorna] [pisar a uva] mostra a dorna – nos carros do bois era transportado o vinho que ficava desviado do lagar – ficava em cima do carro dos bois – era vindimado lá para dentro e virado quando chegasse ao lagar para ser pisado – depois ia para os pipes – eram essencialmente os homens que pisavam a uva, ultimamente vê-se mais senhoras a pisar- pensava-se muito ser serviço para os homens – durante o dia vindimava-se e à noite estavam 4, 5, 6 homens a pisar no lagar -comia-se uns figos e bebia-se aguardamente, dizia-se que fazia parte da vindima – ainda há quem faça isso tradicionalmente hoje- hoje há as esmagadoras eletricas – tudo é bombado eletricamente para o pôr vinho de um lado para dentro do pipo-há méis já muito eficazes do que os de antigamente –
27:15 [sarinho] [dobadoira] é um objeto para a tecelagem -depois de atar em novelos fazia-se meadas com o instrumento e determinado movimento -criava-se meadas para enrolar determinado volume de linho – mostra a dobadoira – era com que se dobava o linho – ao rodar a meada passava para o tear – era desfeita a meada feita no sarinho – dava as voltas conforme o comprimento que se queria fazer na teia – mostra o tamanho original tanto no sarinho como na dobadoira
28:38 [cortiço][linho][roca]servia para tascar o linho – o linho era semeado, colhido e tirado, ripado a semente – vai à água onde está sensivelmente 15 dias debaixo de água – na região ia para o rio – na altura do São João dizia-se que era bo o linho ir para o rio porque a água era mais quente – depois é massado numas bases de pedra, normalmente ao pé das casas -as senhoras na hora da sesta ocupaam-se a massar o linho, ficava meio fibroso – depois ia para tascar -pegava-se na manchoco (manchoqueira?) do linho e conforme iam batendo ia saindo a casca, as perganas ?, que não serve para nada -separado isso ficava estopa e ficava a fibra do linho para ser fiado – a pessoa passava 20, 30, 50 vezes, conforme a quantidade – batiam e iam saindo as partes mais curtas -o linho tinha 50 centimetros de comprimento e o que estava quebrado ia saindo porque era considerado estopa – era fiado mas para produtos de segunda qualidade, era mais áspero e tinha picos da casca – mostra a roca já com o linho que as senhoras punham na cinta por dentro da roupa para fiarem- faziam depois a massaroca que era passada para a dobadoira para fazer os novelos de linho -mostra um pouco de linho já muito antigo e muito maltratado de andar aos tombos – mostra o fuso – mostra a roca o linho e o fuso e a massaroca a seguir, os novelos e as teias do linho – quase todas as mulheres sabiam fiar – nas aldeias era quase obrigatório – o tempo de massar era na hora do calor – quando chegava o inverno, quando anoitece muito mais cedo, era quase obrigação fiar – as roupas de cama e outras roupas era tudo feito de linho – tinha-se que fazer se não tinha que se comprar –
31:54 [traçador][serra][serra braçal] Em certas regiões chama-se serrote – era com esse aparelho (traçador) que se cortavam as obras para a industria da madeira e para a construção da casa – com um homem de cada lado a cortar – no pinheiro como tem resina que cola era-lhe adicionado um pouco de petróleo para deslizar melhor senão colava totalmente – mostra a serra com que antimente se cortava a madeira para a construção das casas -serrações eram raras -havia dois homens que tinham uns cavaletes próprios no local onde se cortavam as árvores para depois ser mais fácil transportar – eram feitas as traves, os barrotes, tudo para a construção – tinham um homem em cima do tronco para serrar e um em baixo -o de cima puxava a serra para cima e o debaixo puxava para fazer o corte – para cima conforme os dentes serra bem, para baixo era mais fácil – dois serradores demoravam um mês para cortar os paus base de uma casa – as casas na altura não tinham as dimensões das de agora – em casas grande podiam andar anos a construir-mostra a serra de serrador – o que se faz hoje numa serração antigametne havia homens que se atavam bem um ao outro para dividir o esforço – havia uns que não puxavam bem por isso havia sempre equipas próprias que se dedicavam exclusivamente à serração -andavam de terra em terra a ganhar a vida – mostra uma serra braçal – era usada com braço, quando um individuo queria cirtar uma tábua sozinho – a lâmina fica esticada para que a folha não curte ao cortar – é a serra com que se cortava as tábuas para se acertar as ripas ou os paus mais pequenos – para furar, mostra uma mdida de 12 milimetros -não havia pregos por isso era feito com estacas – fazia -se o furo na madeira, mostra um trado, e o individuo furava até que fazia o furo – diz que hoje com o berbequim é tudo mais fácil -fazia o furo conforme a medida que queria, eram feitos uns tacos para subtituir os pregos e fixar a madeira para que ficasse mais parada – mais tarde veio a broca – a pessoa carregava e dava muitas mais voltas, era muito mais fácil e furava melhor –
36:22 [plaina] ainda há quem a utilize – na tábua servia para alisar, aplainar -servia para não passar ar ou água nos pipos -tem uma afinação para afundar mais ou menos – mostra o tamanho original -há uma outra nessa classe, um pau bastante grande a que chamam galope – há outro para fazer os encaixes – há várias mas só tem aquela – era os carpinteiros e serradores que usavam aqueles instrumentos na construção
37:23 [saca-rolhas] mostra uma peça que lhe pediram para fazer há dias através de uma que tinha já mais de 100 anos e se rompeu – moldou e fez o a peça – desconhecia que a peça era assim – serve para abrir as gafarras do vinho velho – a peça é posta na lareira até ficar em brasa, é apertado o gargalo da garrafa e dá-se meia volta – como está em brasa o vidro parte pelo meia da rolha – a parte que se corta do vidor sai junto com o resto da rolha –
38:17 [enxó] mostra uma enxó para madeiras lisas para cortar algum excesso que tenha – para construção dos pipos – para cortar dentro do túneis usava—se aquela para cortar por dentro em oval – são peças ainda da parte da carpintaria
38:55 [artefatos da resina] [resina]a primeira peça a usar na exploração da resina (hoje não é utilizada) com uma das partes descascava-se a parte grossa da casca do pinheiro para ficar com apenas um centímetro – mostra o modelo mais recente e o mais antigo que foi encontrado – tudo foi feito de forma manual, com ferreiros na parte da fundição – mostra uma desincarrascadeira – em 1900 e tal chamava-se ferro de renova – depois de tirar a casca, quando fica com um centimetro de casca a lâmina entrava pelo pinheiro a dentro para extrair a resina – tirava-se um pouco da madeira, era injetado um ácido para extrair a resina – danificava muito o pinheiro por isso a partir de 1920 surgiu outro instrumento que mostra – já é mais velho que manuel – diz que o usou porque também trabalhou na resina há 50 e poucos anos -mostra a parte que servia para pôr a resina nos púcaros – com a lâmina tirava-se um centímetro da casca e ficava só a madeira com ácido para extrair – o formato do tronco do pinheiro ficava intato e não fazia aquelas cavernas as árvores acabavam por cair porque se ir cortando de um lado e do outro – usava-se ferro renova que ainda se usa atualmente – a resina era utilizada para tudo – Portugal era um grande produtor de resina e até exportador – hoje não hoje importa-se na maioria – há muito pouco, ainda se vê nalguns lugares mas muito pouco -a resina era uma das coisas que evitava antigamente os incêndios – todos os pinhais era passados todos os dias, quem andava a desencarrascar, logo a seguir na renova, a seguir passavam as pessoas que iam colher a resina para os púcaros – eram senhoras que com a lata que mostra, que é a original e com uma espátula, que era da mesma senhora dona da lata, manuel apenas lhe pôs o cabo – andavam de pinheiro em pinheiro – a espátula dentro do púcaro era espetado ao meio – normamente espetava-se uma ou duas vezes para amolecer a resina , rodava-se e virava-se – o que não cai raspava-se à volta do púcaro e ia -se de pinheiro em pinheiro – as florestas ficavam limpas por que as pessoas estavam sempre a passar – os produtores limpavam porque davam à exploração x pinheiros – era uma fonte de rendimento das pessoas que tinham os pinheiros – havia depois os exploradores da resina – no concelho havia duas fábricas de resina – em Viseu havia outra -hoje essas fábricas estão em decadência e a resina é importada -diz que são coisas que temos cá e andamos a comprar fora – não é rentável mas não haveriam incêndios nem desemprego -mostra o púcaro que já foi queimado para tirar a resina – mostra o que se fazia no púcaro – voltava-se a pôr o púcaro na arvore- passado uma semana, no verão era semanal, enchia-se o púcaro, os pinheiros mais pujantes enchiam dois – o individuo que renovava tirarva o púcaro cheio – era uma técnica de quem fazia isso -mostra a peça que metia a parte nas bicas – as bicas eram uma chapinha que espetava no pinheiro – fazia-se o corte com a outra parte – e metia-se a bica que era uma chapinha com cerca de 2o centímetros, depois do corte na árvore punha-se a bica e ficava no mesmo ângulo – para segurar o púcaro no pinheiro usava-se umas estacas que se chamavam estacas – mostra como se fazia – só se utilizava uma vez por ano – o individuo que punha as bicas, trazia as bicas que podia e a peças – andava de pinheiro em pinheiro, em Março ou Abril – não era num dia certo – andavam dias e dias e a fazer isso porque havia resina por todo o lado -na fase final usava-se uma rapadeira para usar na parte da resina que ficava por cima – cada ano eram 60, 70 centimetros -normamente levava quatro coluna – raspava-se para um saco de cizal? , raspava-se a parte resinada, a outra parte ficava limpa e cobria-se a árvore para não secar – na parte de baixo era raspada de cima para baixo -punha-se o saco em baixo e raspava-se para baixo – falta apenas o barril que estavam em determinados pontos e que levavam cerca de 14 latas daquelas – era do tamanho de um bidão, 200 litros.
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