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00:08 [Apresentação] Domingos Moita de Almeida – 7 de Março de 1913 – Nasceu lá em baixo, em Vila Maior
00:38 [casamento] [filhos]Batismo][É viúvo- Tem 3 filhos- Carlos Alberto Pinto de Almeida, José Augusto Pinto de Almeida – Maria de Fátima Pinto de Almeida Monteiro- foram baptizados em Vila Maior – fizeram festa de batizado
01:29[pais] Os pais também era de Vila Maior – Sempre lá viveram.
01:39 [reforma] É Reformado desde 1962, tinha 63 anos.
02:00[para passar o tempo] não faz nada para passar o tempo – Antes fazia cestos e cestas, gostava mas que remédio tinha ele
02:33[Vila Maior] Gosta de viver em Vila Maior. A aldeia não tem nada de especial. O número da população é mais ao menos igual. As casas antigamente eram mais antigas. Os caminhos eram mais fracos mas agora estão melhores.
03:20 [escola] Andou na escola em Vila Maior ali em baixo. Andou lá três anos. Havia alguns castigos na escola. Batiam com a cana e a régua na cabeça. Rapazes e raparigas eram separados.
04:36 [história de Vila Maior]Não se lembra.
04:50 [infância] quando era mais pequeno não fazia nada mas queria brincar. Brincava com os outros rapazitos. Às vezes ajudava os pais nas terras.
05:37[trabalho na terra] Semeava batatas – Que remédio tinha ele se não gostar de ajudar os pais
05:51[animais]tinha animais. porcos, ovelhas, cabras, ? , não era ele que tratava dos animais era a família.
06:20 [catolicismo]é católico, não sabe qual é o padroeiro de Vila Maior. Não costumam haver muitas festas mas antigamente havia.
07:00 [festas] Por vezes ía. Nunca foi de dançar, tocava violão e entretia-se assim. Aprendeu a tocar violão sozinho, com o Zé ? já morreu – tocavam nos bailes por brincadeira, faziam serenatas de noite para as raparigas ouvirem.
08:22[canastreiro][trabalho] foi canastreiro mais de 60 anos. Começou com 15 anos a trabalhar por sua conta. Havia muitos canastreiros na altura – foi o irmão Fernando que lhe ensinou, já veio de família – os materiais eram o ? ? faca e dois ferros, e a escápula. Os materiais era o ferreiro que fazia que era da zona. Um canastro levava meio dia a fazer – era usados para apanhar espigas, batatas e os castos – fazia os canastros sempre da mesma maneira – trabalhava sozinho, teve uma empregada durante pouco tempo – na altura o trabalho era muito – os canastros fazia-nos em casa ou então em casa da pessoa que encomendava, ia lá trabalhar aos dias. Ía trabalhar mais longe ou mais perto conforme calhava – foi trabalhar para fora do concelho mais o cão que já morreu. Não é para a vida que cá está é para a festa? Há coisa de 50 anos levavam 5 contos por cada canastra. Cada canastra custava 50 escudos há coisa de 100 anos, depois foi para 100 escudos cada um há coisa de 80 anos . Agora não ninguém a fazer canastros.
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